O jornal O Globo publicou um editorial nesta terça-feira (25) defendendo que as autoridades brasileiras precisam intensificar o combate às casas de apostas ilegais que ainda operam no país. Segundo o veículo, a expansão desordenada de plataformas clandestinas mostra que a regulamentação por si só não é suficiente sem fiscalização efetiva.
O posicionamento chega em um momento no qual o mercado de apostas esportivas e cassino online no Brasil segue em transformação desde a implementação da Lei 14.790, que estabeleceu regras para licenciamento, tributação e publicidade do setor. Mesmo com a exigência de domínios .bet.br para operadores autorizados, sites sem licença continuam acessíveis a usuários brasileiros.
Fiscalização como ponto central do debate
De acordo com O Globo, a permanência de plataformas não regulamentadas prejudica diretamente as empresas licenciadas, que arcam com tributos e obrigações previstas na legislação. O editorial argumenta que essa disparidade cria um ambiente de concorrência desleal dentro do próprio setor.
Além do aspecto econômico, o texto do jornal chama atenção para os riscos ao consumidor que utiliza sites ilegais, já que essas operações não estão submetidas às normas de proteção e transparência aplicadas às casas autorizadas pelo governo federal.
Contexto da regulamentação no Brasil
Desde que a Lei 14.790 entrou em vigor, o Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), passou a conduzir o processo de licenciamento das operadoras que desejam atuar legalmente no país. A medida também trouxe regras específicas para publicidade e patrocínios envolvendo clubes de futebol e competições esportivas.
Mesmo com o avanço normativo, entidades e veículos de imprensa têm reforçado que a existência de regras não elimina automaticamente a atuação de sites clandestinos, o que exige ação contínua de órgãos de fiscalização e cooperação entre diferentes esferas do governo.
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Impacto sobre torcedores e apostadores
O tema tem relação direta com o público que acompanha o futebol brasileiro, já que muitas dessas plataformas ilegais utilizam a popularidade de clubes e competições para atrair usuários. A recomendação de especialistas e órgãos reguladores é que apostadores verifiquem se a casa de apostas possui licença válida antes de realizar qualquer cadastro.
É importante reforçar que apostar não deve ser encarado como fonte de renda, e o acesso a plataformas de apostas é destinado exclusivamente a maiores de 18 anos, com orientação para práticas de jogo responsável.



