As principais torcidas organizadas do Corinthians realizaram um protesto na tarde desta quarta-feira em frente à sede do Ministério Público de São Paulo, na região da Sé. De acordo com a Gazeta Esportiva, o ato teve como objetivo pressionar o órgão a determinar uma intervenção judicial na gestão do clube, que enfrenta uma crise política e administrativa.
Segundo a reportagem, seis organizadas estiveram presentes: Gaviões da Fiel, Camisa 12, Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Coringão Chopp e Fiel Macabra. Os torcedores tomaram as ruas do entorno da sede do MP-SP e entoaram cânticos contrários à atual diretoria, além de exibirem faixas com frases como “Chega de má gestão” e um pedido direto de “socorro” ao órgão.
Ainda conforme a Gazeta Esportiva, um dos gritos registrados durante a manifestação foi: “Interventor, ajuda nós. O seu trabalho será a nossa voz”. O ex-atacante e ídolo do clube Dinei também esteve presente no protesto, e lideranças das torcidas chegaram a se reunir com integrantes do Ministério Público na porta da sede.
Novos atos estão programados
A manifestação desta quarta-feira é apenas o primeiro de uma série de protestos anunciados pela torcida corintiana. Segundo o levantamento da Gazeta Esportiva, um novo ato deve ocorrer nesta quinta-feira, durante o confronto com o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores, e outro está marcado para este sábado, em frente ao Parque São Jorge, sede social do clube.
O inquérito que investiga possíveis irregularidades na gestão corintiana foi aberto no final do ano passado e, segundo a fonte, ainda não tem prazo para conclusão. No início deste mês, o presidente Osmar Stabile prestou depoimento a promotores do MP-SP para esclarecer questões sobre a administração financeira e institucional do clube.
O que pode mudar com a intervenção
Caso a Justiça decida nomear um interventor para o Corinthians, esse profissional passaria a ter poderes para assumir temporariamente a presidência e os atos administrativos do clube. Entre as atribuições estariam a possibilidade de suspender contratos, promover auditorias internas, reorganizar a estrutura administrativa e, se necessário, convocar novas eleições.
De acordo com a Gazeta Esportiva, o interventor atuaria sob fiscalização do Poder Judiciário e teria a obrigação de apresentar relatórios periódicos sobre a situação do clube. A medida permaneceria em vigor até que a Justiça avaliasse que as eventuais irregularidades foram corrigidas e que a gestão regular poderia ser retomada.
A crise institucional no Corinthians ganha ainda mais destaque em um momento de disputas importantes na temporada, com o time alvinegro na briga por vaga nas quartas de final da Libertadores. Torcedores palmeirenses acompanham de perto o desenrolar do caso, já que os dois clubes historicamente dividem os holofotes do futebol paulista.



