O julgamento do Recurso Extraordinário 966177 no Supremo Tribunal Federal (STF) foi suspenso nesta quinta-feira (6) após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A informação é do portal iGaming Brazil, que também ouviu o advogado José Manssur sobre o tema em discussão na Corte.
De acordo com o iGaming Brazil, o STF analisa a aplicação do conceito de contravenção penal relacionado a jogos de azar, um tema com impacto direto sobre a operação de casas de apostas e cassinos no país. O pedido de vista de Dino adia a conclusão do julgamento, sem data definida para retomada.
O que diz José Manssur
Em entrevista ao iGaming Brazil, José Manssur afirmou que “o conceito de contravenção deveria atingir apenas operadores não autorizados”. A declaração aponta para uma distinção entre empresas licenciadas dentro do marco regulatório brasileiro e casas que operam à margem da lei.
A fala se insere no debate sobre como o Judiciário deve tratar operadores que atuam sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, em contraste com as plataformas que já obtiveram licença para funcionar sob a Lei 14.790.
Contexto da regulamentação
O mercado de apostas esportivas e cassino online no Brasil segue sob fiscalização crescente desde a implementação da regulamentação federal, que estabeleceu regras para licenciamento, domínios .bet.br e tributação do setor. Decisões do STF sobre o enquadramento penal de operações ilegais têm potencial de influenciar diretamente as ações de fiscalização contra empresas não licenciadas.
O Portal do Palmeirense acompanha o desdobramento do caso, que ainda não tem data para ser retomado no plenário do STF após o pedido de vista de Dino.
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O tema reforça a importância do jogo responsável e da atenção ao público maior de 18 anos, em meio ao debate sobre a diferenciação entre operadores regulares e clandestinos no mercado brasileiro de apostas.



