Bancos e instituições de pagamento encerraram 323 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de envolvimento com casas de apostas ilegais no primeiro trimestre de 2026. A informação foi divulgada pelo site iGaming Brazil, especializado em coberturas do setor de jogos e apostas no país.
Segundo o iGaming Brazil, a medida faz parte de um esforço mais amplo de bancos e instituições financeiras para cortar o acesso de operadores não regulamentados ao sistema de pagamentos brasileiro. O bloqueio de contas é uma das ferramentas usadas para dificultar a movimentação financeira de bets que operam fora das regras estabelecidas pela Lei 14.790.
Fiscalização mais rígida sobre o setor
Desde a regulamentação das apostas esportivas e do jogo online no Brasil, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, tem intensificado ações para conter a atuação de plataformas sem licença. Casas que não obtiveram autorização para operar com o domínio .bet.br são consideradas ilegais e estão sujeitas a bloqueios, multas e outras restrições.
O encerramento de contas bancárias vinculadas a essas operações é apontado como uma das frentes de combate ao mercado irregular, ao lado do bloqueio de sites, aplicativos e da restrição de publicidade das marcas não autorizadas.
Impacto para o mercado regulamentado
A ação das instituições financeiras tende a beneficiar as casas de apostas licenciadas, que competem com operadores ilegais muitas vezes sem controle tributário ou regras de proteção ao apostador. O setor regulamentado no Brasil inclui empresas que patrocinam clubes e competições do futebol nacional, sob fiscalização direta do governo.
Especialistas do setor costumam apontar que a redução do espaço para bets ilegais também está associada à maior segurança para o consumidor, já que plataformas não licenciadas não seguem as exigências de transparência e responsabilidade previstas na legislação brasileira. A recomendação para quem aposta é sempre verificar se a operadora possui autorização da SPA, além de observar práticas de jogo responsável, com atenção redobrada ao público maior de 18 anos.
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