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MPF investiga falhas na autoexclusão de apostadores em Minas Gerais

Ministério Público Federal apura se usuários autoexcluídos ainda conseguem acessar plataformas de apostas esportivas no estado.

MPF investiga falhas na autoexclusão de apostadores em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração para investigar possíveis irregularidades no sistema de autoexclusão de plataformas de apostas esportivas em Minas Gerais. Segundo o iGaming Brazil, o objetivo é verificar se usuários que optaram por se bloquear voluntariamente ainda conseguem acessar sites de bets após o pedido de exclusão.

O que está sendo investigado

De acordo com o iGaming Brazil, a autoexclusão é um mecanismo previsto na regulamentação do setor de apostas no Brasil para proteger jogadores que reconhecem sinais de dependência ou que desejam interromper o acesso às plataformas por conta própria. A investigação do MPF busca apurar se esse sistema está funcionando corretamente nas casas de apostas que operam no estado mineiro.

A apuração faz parte de um movimento mais amplo de fiscalização sobre o setor de apostas online no país, que passou a operar sob regras mais rígidas após a implementação da Lei 14.790, conhecida como marco regulatório das bets. A norma exige que as plataformas licenciadas ofereçam ferramentas de jogo responsável, incluindo limites de depósito, autolimitação de tempo e a própria autoexclusão.

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Contexto da fiscalização do setor

A investigação em Minas Gerais se soma a outras iniciativas de órgãos públicos que têm monitorado o cumprimento das obrigações impostas às operadoras de apostas regularizadas no Brasil. O tema ganhou relevância nos últimos meses diante do crescimento acelerado do mercado de bets e da preocupação crescente com problemas relacionados ao jogo compulsivo.

Ainda não há prazo definido para a conclusão da apuração do MPF, tampouco foram divulgados os nomes das plataformas sob análise. O caso reforça o debate sobre a efetividade das ferramentas de proteção ao apostador em um setor que segue sob forte escrutínio regulatório e social no país.

A recomendação é que apostas sejam praticadas apenas por maiores de 18 anos e de forma responsável, com atenção a sinais de dependência e uso consciente das ferramentas de autocontrole oferecidas pelas plataformas licenciadas.

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Sobre o autor
Bruno Tavares

Jornalista há 12 anos, cobre o Verdão e os bastidores financeiros do clube.