Rival do Palmeiras, o São Paulo vive uma crise que já começa a comprometer o planejamento e provocar problemas no extracampo. Em meio a uma campanha irregular no Campeonato Paulista, o Tricolor enfrenta uma realidade financeira delicada que começa a gerar desgaste interno.
Após a derrota por 3 a 1 para o Palmeiras no Paulistão, o técnico Hernán Crespo foi enfático ao admitir preocupação com o momento vivido pelo clube. Segundo o treinador, a atual situação do São Paulo passa por dificuldades econômicas que, refletidas na rotina do elenco, explicam a instabilidade da equipe.
“Estamos falando de pessoas que há meses não ganham salário. Trocou presidente, não tem CEO. Não tocaram no grupo, nos jogadores. Eles estão fazendo o melhor possível. Grupo bom, boas pessoas, que estão fazendo o máximo, que tranquilamente poderiam falar que, já que você não está me pagando há meses, vou embora”, explicou Crespo.
Os números reforçam o quadro complicado: o clube encerrou 2024 com um prejuízo superior a R$ 70 milhões apenas no futebol, acumulando uma dívida total próxima de R$ 1 bilhão. O passivo inclui salários e encargos trabalhistas.
Somado a isso, o São Paulo tem feito grandes esforços de ajuste no elenco e na folha salarial, com diversas saídas de jogadores e renegociações de contratos, na tentativa de equilibrar as contas e evitar um colapso ainda maior.
Palmeiras de olho no São Paulo
A diretoria do rival do Palmeiras trabalha num plano de propostas para regularizar os débitos com os atletas gradualmente, enquanto tenta montar um elenco competitivo para o Brasileirão. Para isso, executivos do clube afirmam que a contratação de reforços passa por um planejamento criterioso, dado o cenário financeiro apertado.
A torcida do Palmeiras, enquanto isso, observa com inquietação um rival tradicional em um dos seus momentos mais conturbados dos últimos anos. O São Paulo está cada vez mais distante do topo das competições nacionais e com uma crise que vai muito além dos gramados.









