O presidente do São Paulo, Julio Casares, sofreu uma derrota na Justiça nesta semana e viu ser mantido o formato da reunião que vai discutir o seu impeachment. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) indeferiu o pedido do clube para que a votação ocorresse exclusivamente de forma presencial.
Na decisão, a juíza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho, da 1ª Câmara de Direito Privado, entendeu que não há fundamento para alterar a determinação. O São Paulo tentava reverter a liminar concedida pela 3ª Vara Cível do Butantã, que autorizou a realização da reunião de maneira híbrida.
Em sua decisão, a magistrada destacou que a discussão já foi contemplada e que não existe vedação regimental à participação eletrônica dos conselheiros. Com isso, a decisão foi mantida.
“Inicialmente, embora tenha sido discutida a questão de quórum mínimo, verifico que a decisão acatada já admitiu que a reunião deverá observar para o seu início a presença mínima defendida pelo agravante. Saliento que não houve determinação sobre o quórum de deliberação, mas apenas sobre a presença mínima para abertura da reunião”, diz trecho da decisão.
A reunião havia sido inicialmente marcada para ocorrer apenas de forma presencial, por determinação do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres. No entanto, parte significativa dos conselheiros defendia o formato híbrido, argumentando que a presença poderia ser baixa caso o encontro fosse exclusivamente presencial.
São Paulo aguarda decisão por Casares
Com a manutenção da liminar, os conselheiros poderão votar presencialmente no estádio do Morumbis ou de forma virtual. A reunião está marcada para a próxima sexta-feira, às 18h30.
Para que Julio Casares seja afastado definitivamente do cargo, serão necessários ao menos 171 votos favoráveis ao impeachment. A torcida do São Paulo aguarda a decisão para ficar ciente sobre os próximos capítulos do clube.









