Coordenador das categorias de base do Palmeiras, João Paulo Sampaio explicou os motivos para afastar o elenco e a comissão técnica do time sub-17 na reta final do Campeonato Paulista da categoria. O dirigente comenta que a decisão foi um recado para combater interesses individuais.
“Os jogadores são empresas, principalmente nos grandes clubes. Tem o estafe deles, o empresário, o fisioterapeuta. São empresas dentro de um vestiário em um esporte coletivo. E cada um quer ver sua empresa. E aí? Acontece o que eu fiz. Afastei um time todo para dizer que a empresa é o Palmeiras”, salientou Sampaio, em entrevista ao Charla Podcast.
O dirigente não teceu detalhes sobre o ocorrido, mas já haviam relatos de uma disputa interna entre o grupo afastado e o que foi mantido. Os atletas que permaneceram fazem parte da categoria sub-16.
“Afastei para dar o recado e funcionou. Espero que seja o primeiro de muitos. O clube não pode ser refém de adolescentes e crianças, porque depois vão se transformar em monstros”, disparou o coordenador da base.
Palmeiras confirma punição na base
Desde a tomada de decisão, o Palmeiras reforça que as categorias de base têm o intuito de revelar jovens jogadores. A punição, válida para a disputa do Campeonato paulista Sub-17, não se estendeu para os demais torneios.
O grupo afastado permaneceu treinando para outras competições na temporada, incluindo a disputa da 3ª Super Copa Capital, em Brasília, prevista para o mês de dezembro. Por mais que os jogadores tenham retornado, o Palmeiras ressalta que não vê problemas em oferecer novas punições.









