Uma eventual proibição das casas de apostas esportivas no Brasil, ideia que voltou a ganhar força dentro do governo federal, pode custar caro aos cofres públicos e provocar um efeito cascata sobre o futebol nacional. É o que aponta uma análise publicada pelo portal iGaming Brazil, que estima em cerca de R$ 120 bilhões o potencial valor de indenizações a serem cobradas caso o setor seja proibido de operar no país.
Segundo o iGaming Brazil, o risco financeiro está diretamente ligado ao fato de que as bets hoje operam de forma regulamentada, com licenças concedidas pelo governo por meio da Lei 14.790 e sob fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. Uma proibição repentina, depois de as empresas terem investido pesado para se adequar às regras e obter os domínios .bet.br, poderia abrir margem para questionamentos judiciais e pedidos de compensação por parte das operadoras.
Futebol brasileiro seria diretamente atingido
De acordo com a publicação, o chamado “colapso no futebol” mencionado no levantamento se refere ao impacto que a saída abrupta das bets teria sobre os contratos de patrocínio mantidos com clubes e competições em todo o país. Nos últimos anos, casas de apostas se tornaram uma das principais fontes de receita extra-bilheteria para agremiações de diversos tamanhos, estampando suas marcas em camisas, placas de estádio e transmissões.
Uma proibição repentina interromperia esses contratos e forçaria clubes a buscar outras fontes de patrocínio em um mercado já disputado, o que reforça o alerta de dirigentes do futebol brasileiro sobre os efeitos colaterais de uma medida radical contra o setor.
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Debate sobre regulamentação segue em aberto
O tema das apostas esportivas segue no centro do debate público desde a implementação da regulamentação, com discussões recorrentes sobre fiscalização, publicidade e os efeitos sociais do jogo. A possibilidade de proibição, levantada por setores do governo, contrasta com o cenário atual, em que o mercado já opera de forma legalizada e gera arrecadação para o Estado.
Especialistas ouvidos pelo setor têm defendido que eventuais ajustes na legislação sejam feitos por meio de aprimoramento das regras já existentes, e não por uma proibição total, justamente para evitar os riscos jurídicos e financeiros apontados no levantamento. O portal reforça que a discussão ainda está em curso e que qualquer mudança dependerá de decisões do governo federal.
A prática de apostas é recomendada apenas para maiores de 18 anos e deve ser encarada como entretenimento, nunca como forma de obter renda ou resolver problemas financeiros.



