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São Marcos já tomou cafezinho enquanto o Palmeiras goleava na Libertadores

Um dos maiores personagens do futebol brasileiro, São Marcos tem histórias de sobra dos tempos de jogador para contar. E uma delas envolve o…

São Marcos já tomou cafezinho enquanto o Palmeiras goleava na Libertadores

Créditos: Palmeiras

Um dos maiores personagens do futebol brasileiro, São Marcos tem histórias de sobra dos tempos de jogador para contar. E uma delas envolve o confronto entre Palmeiras e The Strongest, pela Copa Libertadores da América, que ficou marcado pelo “cafezinho” tomado pelo ídolo palestrino.

O Verdão atropelou o adversário boliviano no primeiro duelo entre ambos, válido pela fase de grupos da Liberta de 2000. O 4 a 0 no antigo Parque Antarctica foi tão tranquilo que a bola mal chegava no gol de Marcão – e o frio marcava aquela noite de 15 de fevereiro na capital paulista.

Como não dava para aquecer o tempo inteiro, o arqueiro resolveu pedir um café ao roupeiro do clube para se manter aquecido. O problema é que o ato não passou despercebido pelas câmeras e virou matéria no dia seguinte. E, como não poderia ser diferente, também virou combustível para o rival na partida de volta.

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“Um frio. A bola não chegava no gol. Falei para o roupeiro: ‘Pega um cafezinho pra mim?’. Eu tampei (o copo com a luva), só que saiu uma fumacinha. Cheguei na Bolívia, os caras queriam me matar. A torcida me xingava. Eu só queria sair vivo de lá”, disse Marcão, em entrevista ao canal Benja Me Mucho.

São Marcos sofreu as consequências no jogo de volta

No fim das contas, o cafezinho saiu caro e Marcão teve de arcar com as consequências no segundo encontro entre as equipes. Além das ofensas da torcida, o ídolo alviverde precisou aguentar a provocação dos jogadores bolivianos, que a cada gol marcado imitavam o gesto em frente ao camisa 12.

Jogando em La Paz, na altitude, os donos da casa levaram a melhor e venceram por 4 a 2. A goleada da ida não foi devolvida, mas o que foi entendido como provocação por parte dos bolivianos foi vingado, por assim dizer, naquela oportunidade.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.