Renato Portaluppi considera a pausa da Data Fifa decisiva para tirar o Grêmio da zona de rebaixamento do Brasileirão. Em entrevista à Grêmio TV, repercutida pela Gazeta Esportiva, o treinador disse que as quase duas semanas sem jogos permitiram ajustar a equipe em todos os setores.
Ele também usou o empate sem gols contra o Palmeiras como exemplo do comportamento que espera do elenco. Renato chegou ao clube gaúcho em setembro e encontrou o time em situação delicada na tabela.
Pausa para treinar e conhecer o elenco
Segundo o técnico, a sequência de partidas não deixava tempo para corrigir os problemas identificados desde sua chegada. A parada serviu para trabalhar as partes física, tática e técnica, além de observar jogadores que ele ainda não conhecia.
“Esse tempo foi fundamental. A gente precisava treinar um pouco de tudo, em todos os setores. Parte física, tática e técnica. Treinador novo, grupo conhecendo nosso trabalho. Conheci melhor os garotos da base e jogadores que eu não conhecia. Quando se tem um jogo atrás do outro, não há tempo para corrigir algumas coisas e as dificuldades são enormes”, afirmou Renato.
O 0 a 0 com o Palmeiras como referência
O último compromisso gremista antes da pausa foi justamente diante do Verdão, vice-líder do campeonato, na Arena do Grêmio, pela 28ª rodada. Renato tinha apenas dois dias de treinos com o grupo e arrancou o empate sem gols, resultado que ele trata como ponto de partida.
“Mesmo assim, com dois dias de trabalho, conseguimos empatar com o Palmeiras e ganhamos um ponto importante. Espero que o rendimento da equipe diante do Remo seja ainda melhor”, declarou.
O treinador aproveitou para endurecer o discurso sobre comprometimento. “É uma exigência minha que o grupo precisa se entregar e brigar, do jeito que foi com o Palmeiras. Agora, com essa parada, com certeza vamos melhorar em todos os aspectos. O jogador tem muita coisa que o clube dá para ele. O que cobro deles em troca é a entrega em campo, não importa o quanto for jogar. São pagos para isso. Jogador que não se entregar vai para o final da fila. Quero jogador honrando a camisa, se entregando dentro de campo para ajudar os companheiros”, disparou.
Hoje, o Grêmio ocupa a 17ª posição, com 29 pontos, dentro da zona de rebaixamento.
Viagem antecipada e almoço com o grupo
O próximo desafio é um confronto direto contra o Remo, em Belém. A delegação viajou com antecedência para a capital paraense, decisão que, segundo Renato, favorece o descanso e a recuperação dos atletas.
“A viagem é longa. Já estive em Belém com o Vasco. Do Rio, foram três horas e pouco. Daqui do Sul, devem ser umas cinco. Mais tempo para estar com o grupo, para eles descansarem mais, se alimentarem melhor. Em todos os aspectos, foi bom”, explicou.
Durante a semana, o técnico ainda reuniu os jogadores em um almoço para fortalecer o ambiente. “Ontem, fizemos um almoço com o grupo. Para o grupo estar mais junto, mais unido, para a gente trocar essa ideia. Foi muito bom. Gosto de conversar com eles, sempre gosto que o grupo se pronuncie. Foi um almoço na hora certa e bastante proveitoso”, contou.
Espaço para os jovens da base
Renato também defendeu que os garotos formados no clube ganhem minutos, seja no profissional ou nas categorias de base. “São bons garotos. O garoto, na idade de uns 17, 18, 19 anos, precisa jogar. Precisa estar com ritmo de jogo. Eles treinam com a gente e aprendem. Se não são utilizados no profissional, descem e continuam jogando na base. Os garotos precisam jogar, isso é o beabá do futebol”, avaliou.
Remo e Grêmio se enfrentam em 7 de outubro, às 19h30 (de Brasília), no Estádio Evandro Almeida, em Belém, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.



