O Palmeiras encerrou agosto com déficit de R$ 39,6 milhões e chegou a um rombo acumulado de R$ 196 milhões nos oito primeiros meses de 2026, segundo o balancete financeiro divulgado pelo clube na noite desta segunda-feira e reportado pela Gazeta Esportiva. Os números frustram a expectativa da diretoria, que projetava superávit de R$ 51,7 milhões apenas em agosto e de R$ 73,6 milhões no acumulado do ano.
De acordo com o levantamento, o orçamento previa receita de R$ 947,6 milhões entre janeiro e agosto, mas o Palmeiras faturou R$ 594,2 milhões no período — uma diferença expressiva que compromete o planejamento financeiro aprovado no fim da temporada passada.
Rendas diversas puxam a queda
A principal distorção, segundo a Gazeta Esportiva, está na rubrica de “rendas diversas”. O clube projetava arrecadar R$ 453,1 milhões nessa fonte no acumulado do ano, mas o valor recebido até agosto foi de apenas R$ 136,9 milhões, uma diferença de R$ 141 milhões em relação ao esperado para o total da receita.
No recorte mensal, o Palmeiras esperava arrecadar R$ 175,2 milhões em agosto, mas registrou apenas R$ 99,8 milhões. As despesas, por sua vez, superaram o previsto: foram R$ 118,8 milhões contra os R$ 113,5 milhões orçados para o mês.
Onde entrou e onde saiu o dinheiro
As maiores fontes de receita em agosto foram as rendas diversas (R$ 32,6 milhões), direitos de transmissão (R$ 22,2 milhões), publicidade e patrocínio (R$ 17,3 milhões) e o programa de sócio-torcedor Avanti (R$ 11,6 milhões). Ainda assim, todas essas rubricas ficaram abaixo do que havia sido projetado pelo clube.
Do lado das despesas, os maiores gastos do mês foram com pessoal e encargos (R$ 42,8 milhões), amortização de direitos de jogadores (R$ 27,3 milhões), despesas gerais e administrativas (R$ 15,1 milhões) e baixas com vendas de atletas (R$ 15,3 milhões), conforme detalhado pelo balancete.
Venda de Allan ainda não entrou na conta
A reportagem da Gazeta Esportiva destaca que a negociação de Allan com o Manchester City, da Inglaterra, foi fechada em agosto por R$ 240 milhões, mas esse valor ainda não foi contabilizado no balancete divulgado. A quantia representa pouco mais da metade de tudo o que o Palmeiras projetava arrecadar com vendas de atletas ao longo de todo o ano.
Com a entrada futura desse montante nos próximos balancetes, o cenário financeiro do clube tende a mudar nos meses seguintes, ainda que o rombo acumulado até agosto já preocupe a diretoria alviverde.
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