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Nobre atitude do Goleiro Marcos ajudou salvar irmã de jogador do Palmeiras

O goleiro Marcos ajudou a salvar a vida da irmã do jogador do Palmeiras. Em entrevista concedida ao canal Benja Me Mucho, do apresentador…

Nobre atitude do Goleiro Marcos ajudou salvar irmã de jogador do Palmeiras

Créditos: Palmeiras

O goleiro Marcos ajudou a salvar a vida da irmã do jogador do Palmeiras. Em entrevista concedida ao canal Benja Me Mucho, do apresentador Benjamin Back, o ídolo palestrino falou sobre a história envolvendo a família do lateral-esquerdo Michael e como ele ajudou no resgate da irmã do então companheiro de elenco.

Questionado a respeito do episódio, Marcão admitiu que pagou o resgate com parte do salário que recebia no Verdão. “Eles devolveram depois. Pegaram os bandidos. Ajoelhei, falei ‘graças a Deus, senhor’”, disse o eterno camisa 12 alviverde, bem ao seu estilo, sem perder a oportunidade de fazer uma graça e arrancar umas risadas.

O sequestro aconteceu em 2006. Sheila, irmã de Michael, foi capturada pelos criminosos quando estava a caminho do trabalho, na região de Mauá, na Grande São Paulo. A moça, que então tinha 21 anos de idade, ficou quatro dias em um cativeiro, vivendo em condições desumanas.

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Esse tipo de crime estava em alta na época e familiares de outros jogadores também foram sequestrados. Sheila foi liberada após o pagamento do resgate, no valor de R$ 60 mil – parte do salário do goleiro palmeirense. E, como o próprio Marcão contou, o dinheiro voltou para a sua conta após a prisão dos criminosos.

Dever com o Palmeiras fez goleiro Marcos ficar

Atitudes como essa do sequestro ajudam a explicar bem o porquê de Marcão ser idolatrado pela torcida que canta e vibra e, ao mesmo tempo, tão querido pelos rivais. O dever moral guiou o goleiro ao longo de sua carreira.

Em 2003, quando o clube estava na Série B, o arqueiro teve a oportunidade de sair para o Arsenal, da Inglaterra. Entretanto, recusou a proposta do time londrino para ficar e disputar a segunda divisão pelo Verde – um dever que ele comparou aos cuidados que teve com a própria mãe.

“Não era um time, era o meu time. É igual a minha mãe. Minha mãe caiu, quebrou a perna e eu larguei tudo para cuidar dela. Tem umas coisas nossas que é dever moral. Não era uma mãe, era a minha mãe. Era a mesma coisa com o Palmeiras”, explicou o ídolo.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.