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MP-SP arquiva de novo inquérito sobre suposta milícia digital no Corinthians

Investigação aberta após denúncias de Romeu Tuma Júnior foi arquivada pela segunda vez; dirigente do Corinthians afirma que vai recorrer da decisão.

MP-SP arquiva de novo inquérito sobre suposta milícia digital no Corinthians

O Ministério Público de São Paulo determinou, pela segunda vez, o arquivamento do inquérito que investigava uma suposta milícia digital dentro do Corinthians. A decisão foi tomada na última sexta-feira (28) pelo promotor Marcio Takeshi Nakada, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, segundo apurou a Gazeta Esportiva.

A investigação havia sido revelada em agosto de 2024, período em que o clube alvinegro vivia forte crise política em torno do processo de impeachment do então presidente Augusto Melo. O caso teve origem em relatos de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, que alegou ter sido alvo de ameaças, perseguição e ofensas em redes sociais durante o embate interno.

Segunda tentativa de reabrir o caso

O inquérito já havia sido arquivado uma primeira vez por falta de elementos que justificassem a continuidade das apurações. Diante disso, Tuma Júnior pediu novas diligências, incluindo a quebra de sigilo de perfis e a obtenção de dados junto a plataformas digitais, na tentativa de identificar uma possível articulação coordenada contra ele.

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Segundo a Gazeta Esportiva, o Ministério Público concluiu, após reavaliar o material, que não surgiram provas capazes de ligar os perfis investigados a crimes ou a um eventual vazamento de informações sigilosas. O promotor também entendeu não haver justificativa para autorizar quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal ou bancário dos envolvidos, nem elementos suficientes para caracterizar associação ou organização criminosa.

Tuma Júnior recorrerá da decisão

Procurado pela reportagem, Romeu Tuma Júnior preferiu não detalhar o caso, já que ele tramita em segredo de justiça, mas confirmou que vai recorrer da decisão junto à Procuradoria de Justiça. A defesa dos investigados, por sua vez, comemorou o novo arquivamento e classificou as acusações como infundadas.

Em nota enviada à Gazeta Esportiva, o advogado Caio César Domingues de Almeida, que representa os responsáveis pelos perfis citados na investigação, afirmou: “Não há absolutamente nenhum indício, ainda que mínimo, de que exista uma milícia digital. As acusações de que Macedo, Teleco e Mala praticaram os crimes de ameaça, perseguição, fraude processual ou associação criminosa são absolutamente infundadas, tal como reconhecido, em duas oportunidades, pelo próprio Ministério Público do Estado de São Paulo.”

A defesa afirmou ainda que tomará “providências cíveis e criminais” contra quem considera ter feito acusações infundadas, mas reconheceu que Tuma Júnior tem o direito de pedir à Procuradoria de Justiça a revisão do posicionamento do Ministério Público em primeira instância.

Contexto da crise no Corinthians

O episódio é mais um capítulo da turbulência política vivida pelo Corinthians nos últimos dois anos, marcada pelo processo que culminou no afastamento de Augusto Melo da presidência do clube. As denúncias de perseguição digital fizeram parte desse período de disputas internas, que ainda gera desdobramentos administrativos e jurídicos entre dirigentes e torcedores organizados nas redes sociais.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.