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Governo estuda proibir patrocínio de bets em projetos da Lei Rouanet

Gestão Lula avalia mudança legislativa para impedir que casas de apostas patrocinem eventos culturais incentivados, segundo iGaming Brazil.

Governo estuda proibir patrocínio de bets em projetos da Lei Rouanet

O governo federal deu início a uma articulação jurídica para proibir o patrocínio de casas de apostas em eventos e projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet. De acordo com o portal iGaming Brazil, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia uma mudança legislativa que vede esse tipo de vínculo comercial dentro do mecanismo de incentivo à cultura.

A Lei Rouanet permite que empresas destinem parte do Imposto de Renda devido à União para financiar produções culturais, em troca de exposição de marca nos projetos apoiados. Segundo a apuração do iGaming Brazil, o Executivo passou a discutir internamente formas de impedir que operadoras de apostas esportivas e cassino online usem esse benefício fiscal para associar sua marca a eventos culturais.

Regulamentação das bets segue em debate

A eventual restrição ao patrocínio cultural se somaria a outras medidas já adotadas desde a regulamentação do setor de apostas no país, promovida pela Lei 14.790 e supervisionada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. Desde a entrada em vigor das novas regras, o governo tem ampliado o controle sobre publicidade, patrocínios e uso da imagem de operadoras licenciadas com domínio .bet.br.

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O setor de apostas esportivas ganhou grande visibilidade nos últimos anos por meio de patrocínios a clubes de futebol, campeonatos e, mais recentemente, iniciativas fora do universo esportivo, como projetos culturais. A avaliação do governo, conforme o iGaming Brazil, é de que esse tipo de associação em áreas incentivadas por dinheiro público mereça tratamento diferenciado.

O que pode mudar

Ainda não há um texto legislativo formalizado nem prazo definido para o envio de uma proposta ao Congresso Nacional. O iGaming Brazil aponta que a articulação está em estágio inicial, com a gestão Lula avaliando os caminhos jurídicos mais adequados para viabilizar a restrição.

Caso avance, a medida pode afetar diretamente a estratégia de marketing de operadoras que buscam diversificar sua presença além do futebol, setor que hoje concentra a maior parte dos investimentos publicitários das bets no Brasil. O tema deve continuar sendo acompanhado de perto por clubes, patrocinadores e produtores culturais nos próximos meses.

O Portal do Palmeirense reforça que apostas devem ser tratadas como entretenimento, e não como forma de obter renda. A prática é destinada exclusivamente a maiores de 18 anos, e recomenda-se sempre o jogo responsável.

Leia também: O Globo cobra mais ação do governo contra bets ilegais no Brasil

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.