O Campeonato Brasileiro de 2026 se consolidou como uma das edições mais instáveis dos últimos anos no que diz respeito ao comando técnico dos clubes. Segundo levantamento da Gazeta Esportiva, a competição já contabiliza 16 treinadores demitidos até a 27ª rodada da Série A, um número que reforça a pressão crescente sobre os profissionais do futebol nacional.
Grêmio e Botafogo puxam a lista mais recente
A última baixa foi a do português Luís Castro, dispensado pelo Grêmio logo após a 27ª rodada. Pouco antes, o Botafogo também havia rescindido com outro treinador português, Franclim Carvalho, desligado do cargo após a 23ª rodada do torneio.
A dança das cadeiras no Brasileirão não se limitou a esses dois casos. De acordo com o levantamento da Gazeta Esportiva, nomes de peso do futebol brasileiro perderam seus postos ao longo da temporada, evidenciando a dificuldade de manter a estabilidade em um calendário cada vez mais desgastante.
Nomes de destaque entre os demitidos
Ainda no início da competição, o Atlético-MG optou por dispensar Jorge Sampaoli na terceira rodada, mesma data em que o Vasco encerrou o vínculo com Fernando Diniz. Na sequência, Juan Carlos Osorio caiu no Remo, enquanto Filipe Luís e Hernán Crespo deixaram Flamengo e São Paulo, respectivamente, ainda na quarta rodada.
O Cruzeiro dispensou Tite na sexta rodada, e o Santos rompeu com Juan Pablo Vojvoda na sétima. O Botafogo já havia trocado de comando antes da saída de Franclim Carvalho, com a demissão de Martín Anselmi na oitava rodada. A Chapecoense, por sua vez, dispensou Gilmar Dal Pozzo na nona rodada e, mais adiante, também Fábio Matias, na 17ª rodada.
O Corinthians encerrou a passagem de Dorival Júnior na décima rodada, enquanto o São Paulo, já sob novo comando após a saída de Crespo, dispensou Roger Machado depois da 15ª rodada. O Vasco viveu uma segunda troca na temporada ao se despedir de Renato Gaúcho durante a paralisação do calendário para a Copa do Mundo. Já o Fluminense optou pela saída de Luís Zubeldía quando o Brasileirão avançava para além da 22ª rodada.
Contraste com a estabilidade em outros clubes
Enquanto boa parte da Série A viveu trocas constantes no comando técnico, alguns clubes conseguiram manter a mesma comissão durante praticamente toda a temporada, um cenário que costuma ser apontado por dirigentes e torcedores como fator de continuidade de trabalho. O caso do Palmeiras, historicamente citado como exemplo de planejamento de longo prazo com Abel Ferreira no comando, ilustra essa diferença em relação a rivais que passaram por múltiplas mudanças no banco de reservas ao longo de 2026.
Com a Série A ainda em disputa, o número de técnicos demitidos pode continuar a subir nas rodadas finais, à medida que clubes brigam tanto pela permanência na primeira divisão quanto por vagas em competições continentais.



