O Palmeiras entrou em campo nesta quarta-feira (4), diante do Novorizontino, pela primeira partida da final do Campeonato Paulista. O Alviverde surpreendeu com a ausência de Vitor Roque entre os titulares. Após a vitória, o técnico Abel Ferreira explicou os motivos da decisão durante entrevista coletiva.
Segundo o treinador, a escolha foi tomada principalmente por causa do curto tempo de recuperação do atacante, que deixou o último jogo apontando dores. Abel relembrou que o jogador saiu de campo chorando na partida anterior e destacou que o calendário apertado dificulta a recuperação física.
“Vocês viram o último jogo como eu. Vocês viram ele saindo de campo chorando. É muito diferente jogar com três ou dois de recuperação, já disse isso várias vezes. Com um tempo tão curto de recuperação, é difícil. Parece desculpa, mas não tem como”, afirmou o treinador.
A situação de Vitor Roque já havia gerado preocupação no clube após a semifinal contra o São Paulo. Na ocasião, torcedores e comissão técnica reclamaram da forte marcação da defesa adversária sobre o atacante, que sofreu diversas entradas duras ao longo do confronto.
Abel Ferreira aposta em Vitor Roque
De acordo com comunicado divulgado pelo próprio Palmeiras, o jogador passou por um tratamento intensivo durante a semana para se recuperar dos traumas sofridos no clássico. Mesmo sem estar nas melhores condições físicas, o clube optou por deixá-lo como opção no banco de reservas.
“Em razão dos traumas sofridos contra o São Paulo, o atacante Vitor Roque passou por tratamento intensivo nos últimos dias. Pela importância do jogo, o atacante fica à disposição no banco de reservas”, informou o clube.
Durante o segundo tempo, Abel Ferreira decidiu utilizar o camisa 9. Vitor Roque entrou em campo aos 25 minutos, substituindo o paraguaio Ramón Sosa, que havia participado diretamente do lance do gol da vitória.
A atuação do jovem atacante foi discreta e ele pouco conseguiu participar das ações ofensivas nos minutos finais da partida. Mesmo assim, o Palmeiras conseguiu garantir a vantagem mínima no confronto de ida da decisão estadual.









