O Flamengo segue ativo no mercado da bola e projeta a contratação do atacante Darwin Núñez, mas esbarra nos valores estipulados. A chegada do uruguaio entra em contraste com Jhon Arias, que foi negociado recentemente pelo Palmeiras.
Para deixar a Premier League e retornar ao futebol brasileiro, Arias aceitou uma redução significativa em seus ganhos. O atacante concordou em receber um salário de aproximadamente R$ 2,5 milhões mensais no Palmeiras, valor que está dentro do teto praticado pelo clube.
O cenário, no entanto, foi bem diferente nas conversas envolvendo Darwin Núñez. O atacante uruguaio, atualmente no futebol inglês, fez uma exigência salarial que praticamente inviabilizou qualquer avanço nas negociações com o Flamengo. Para assinar, o centroavante pediu um salário de 16 milhões de euros.
A quantia é equivalente a cerca de R$ 98 milhões por ano, ou seja, aproximadamente R$ 8,2 milhões por mês. O valor colocaria Darwin Núñez em um patamar semelhante ao de Memphis Depay, do Corinthians, e Neymar, do Santos.
A pedida coloca Darwin Núñez em um patamar completamente fora da realidade financeira do futebol brasileiro, mesmo para um clube com alto poder de investimento como o Flamengo. O valor mensal solicitado seria mais de três vezes superior ao salário de Arias e superaria, com folga, os vencimentos dos principais nomes do elenco rubro-negro.
Darwin Núñez supera pedida de Arias
A diretoria do Flamengo avalia que contratações desse nível só seriam possíveis com um modelo de negócio muito específico, envolvendo parceiros, patrocínios atrelados ou impacto direto em receitas comerciais, o que não se mostrou viável neste caso.
A comparação entre Arias e Darwin Núñez evidencia o desafio dos clubes brasileiros ao tentar repatriar ou atrair atletas de peso. Enquanto alguns aceitam reduzir ganhos para voltar ao país, outros mantêm exigências compatíveis apenas com o futebol de elite do continente europeu.









