O Palmeiras decidiu acionar o Fortaleza na Câmara Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD) por conta de uma dívida envolvendo o zagueiro Gustavo Mancha. O defensor estava emprestado ao Leão do Pici, que posteriormente foi vendido ao Olympiacos, da Grécia, mas não efetuou todos os repasses.
A alegação do Palmeiras é o não pagamento de 225 mil euros (cerca de R$ 1,4 milhão), valor correspondente a 30% dos direitos econômicos do jogador. Antes disso, o clube cearense já havia quitado 825 mil euros, porém com atraso de aproximadamente um mês.
Segundo apuração do portal Ge, o Palmeiras notificou oficialmente o Fortaleza no dia 2 de dezembro, concedendo um prazo adicional de 40 dias para a regularização do débito. Além disso, o clube paulista apresentou uma proposta de parcelamento do valor em aberto, mas não recebeu resposta.
O impasse não afeta apenas o Palmeiras. O Fortaleza também não efetuou os pagamentos devidos ao jogador e aos seus agentes referentes à transferência. Apesar do bom relacionamento entre as partes, o estafe de Gustavo Mancha aguarda a regularização dos valores, sem descartar a possibilidade de recorrer à Justiça caso a situação não seja resolvida.
Palmeiras aguarda repasse do Fortaleza
Gustavo Mancha foi vendido pelo Fortaleza ao Olympiacos por R$ 28,3 milhões, em agosto do ano passado. Na negociação, foram vendidos 85% dos direitos econômicos do atleta. O clube cearense ficou com 15%, enquanto o Palmeiras negociou os 30% que possuía. Do total da venda, o Fortaleza recebeu R$ 19,8 milhões, e o Verdão tem direito a R$ 8,4 milhões.
Além desse montante, o Palmeiras ainda tem mais 300 mil euros a receber do Fortaleza pela negociação de Gustavo Mancha. O clube paulista também cobra o não pagamento da primeira parcela da venda de Breno Lopes do Fortaleza para o Coritiba, equipe que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.









