O Palmeiras, comandado pela presidente Leila Pereira, pode ter uma mudança importante em seu quadro de patrocinadores nos próximos dias. Após o Grupo Fictor, um de seus principais parceiros comerciais, entrar com pedido de recuperação judicial nesta segunda-feira (2), o departamento jurídico do clube passou a analisar detalhadamente a situação contratual.
A decisão final deve passar diretamente pela presidente Leila Pereira, que vai bater o martelo sobre a presença do Grupo Fictor. O caso se desencadeou em meio à recuperação judicial da empresa, que vive crise envolvendo o Banco Master – a pendência é de cerca de R$ 4 bilhões.
Diante desse cenário, o Palmeiras avalia se há respaldo legal para rescindir o contrato firmado com a empresa, anunciado oficialmente em 26 de março de 2025. O acordo tem duração de três anos, com valor de R$ 30 milhões por temporada – sendo R$ 25 milhões fixos e R$ 5 milhões atrelados a metas.
Procurado, o clube confirmou que acompanha o caso de perto. Em nota enviada à reportagem do Lance!, o Palmeiras informou que tomou ciência do pedido de recuperação judicial por meio da imprensa e que o Departamento Jurídico está analisando o caso para a adoção das medidas cabíveis.
Leila avalia caso de xodó do Palmeiras
Atualmente, o Grupo Fictor estampa as costas dos uniformes das equipes masculina e feminina do Palmeiras e figura como patrocinadora máster do time Sub-20. A presença na base se dá pelo fato de a Sportingbet, patrocinadora principal do elenco profissional, não poder ser exibida em categorias inferiores.
O Grupo Fictor atua em diferentes frentes, como agronegócio, serviços financeiros e infraestrutura. No pedido de recuperação judicial, a empresa solicitou tutela de urgência para suspender a cobrança de suas dívidas pelo prazo de 180 dias. Enquanto isso, no Palmeiras, o clima é de cautela.
A diretoria aguarda os próximos passos do jurídico para definir se o antigo xodó comercial seguirá estampado na camisa alviverde ou se a parceria terá um fim antecipado.









