A Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou o bloqueio de R$ 150 milhões em ativos do Grupo Fictor, patrocinador do Palmeiras. A decisão pegou a presidente Leila Pereira de surpresa e gera preocupação nos torcedores.
A medida foi resultante do descumprimento de garantias financeiras previstas no contrato de prestação de serviços com cartões de credito empresariais. Informações vazadas foram determinantes para a concessão da liminar.
A decisão determina o bloqueio das contas e impõe multa diária mínima de R$ 5 milhões em caso de descumprimento da ordem judicial. De acordo com o TJ-SP, a exposição do Grupo Fictor pode comprometer sua solvência e o cumprimento das obrigações.
O valor bloqueado corresponde exatamente ao dobro do patrocínio firmado com o Palmeiras, estimado em R$ 75 milhões, divididos em três anos. A presidente Leila Pereira, por sua vez, ainda não se manifestou sobre o tema.
Além da situação com o Grupo Fictor, a presidente do Palmeiras também mantém silêncio diante da presença do dono da REAG, outra empresa envolvida no esquema e que tem parceria com o Palmeiras. A figura concedeu apoio a dirigente no processo sucessório do cargo.
Leila Pereira recebe dúvidas no Palmeiras
A falta de posicionamento oficial incomoda parte do Conselho Deliberativo e aumenta a pressão sobre a presidente Leila Pereira. Nos corredores do clube, o entendimento é de que o Palmeiras precisa se explicar publicamente para não deixar dúvidas sobre a lisura das parcerias comerciais e evitar que o episódio seja explorado pela opinião pública.
O episódio também reacende debates internos sobre a escolha de patrocinadores e parceiros estratégicos. Para torcedores, o bloqueio milionário e o envolvimento de empresas ligadas ao clube em investigações levantam questionamentos sobre governança e critérios adotados pela atual gestão.









