A CBF foi condenada a pagar uma indenização para o Icasá, tradicional clube do Ceará. O presidente do time alviverde, Celso Pontes, confirmou que a entidade fez um depósito de cerca de R$ 80 milhões.
O valor total determinado pela Justiça é de R$ 84,3 milhões. De acordo com o dirigente, a quantia será dividida em R$ 75 milhões para o Icasa, que era o valor levantado pela perícia, e o restante servirá de pagamento aos advogados.
A diretoria do Icasa, no entanto, ainda não tem acesso ao valor depositado. A conta judicial garante que todas as dívidas que o clube possui na Justiça sejam descontadas diretamente do valor.
O clube aguarda um levantamento geral de quanto o clube deve em condenações judiciais. Apesar de não saber quanto sobrará, Celso Pontes está animado com a quantia que chegará aos cofres.
O clube, que disputa a Série B do Campeonato Cearense em 2026, vai utilizar os valores para trazer melhorias ao Praxedão, centro de treinamentos do clube, e no time que vai disputar as competições.
Entenda o caso do Icasa com a CBF
A indenização ao Icasa se deve ao dano sofrido pelo clube em 2013, quando não subiu para a Série A do Brasileirão por um erro da CBF. O processo se arrastava desde 2018 e foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O dano reclamado pelo Icasa se refere a escalação irregular de Luan Niezdzielski, do Figueirense, em partida contra o América-MG. Ele estava suspenso, mas jogou e colocou o time catarinense em condição irregular.
O Verdão ingressou na justiça desportiva e solicitou a perda de pontos, mas o caso acabou prescrevendo e anos depois o Icasa buscou a justiça comum. O resultado teria colocado a equipe na Série A do Brasileirão.









