A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou a decisão de suspender os novos gramados sintéticos no Brasil. A medida, orquestrada pelo Flamengo, foi anunciada oficialmente nesta sexta-feira (12).
Em nota oficial, o clube carioca comemorou a decisão: “O Flamengo congratula a CBF por liderar o debate técnico. O ano de 2026 será o marco da retomada da excelência brasileira, onde o campo poderá ser, finalmente, uma superfície aliada do talento e da técnica, e não um empecilho a ser superado”.
Nas últimas semanas, o futebol brasileiro foi movimentado pelo debate em torno da grama artificial. O Flamengo enviou um comunicado oficial para pedir que o material não seja mais utilizado no país.
Em resposta ao time do Rio de Janeiro, cinco clubes da Série A se manifestaram. Palmeiras, Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense não apoiam a medida contra o uso do gramado sintético.
O Flamengo retrucou com uma publicação intitulada “grama ou plástico?”. Nesta sexta-feira, o Verdão ainda rebateu ao utilizar as redes sociais para mostrar dados positivos sobre o uso do gramado sintético.
Flamengo apoia medida da CBF
Confira um trecho da nota oficial do Flamengo:
O Clube de Regatas do Flamengo, fiel ao seu compromisso com a excelência e com a evolução do futebol brasileiro, saúda a decisão da maioria dos clubes da Série A, que, com visão de futuro e responsabilidade em relação ao espetáculo e à saúde dos atletas, decidiram pela suspensão imediata da homologação de novos gramados sintéticos na Série A.
A decisão também reafirma o apoio à iniciativa de se estabelecer, no Brasil, um Padrão de Qualidade de Gramados Naturais de Primeiro Mundo, a ser definido no âmbito do Grupo de Trabalho da CBF a ser formado. A decisão foi tomada no Conselho Técnico da Série A em 11/12/2025.
O Flamengo, que na última segunda-feira protocolou junto à CBF (RGC / REC) um documento técnico com sugestões e análises, tornando pública sua posição pelo fim dos gramados sintéticos na Série A, pela implementação de um rigoroso padrão de qualidade para campos naturais e por uma transição segura e gradativa, recebe com satisfação o avanço do debate iniciado pelo clube e a decisão tomada, entendendo que ela reflete uma evolução necessária para o futebol brasileiro.









