A maior dificuldade de um jogador profissional é reconhecer o momento certo de pendurar as chuteiras. Ao contrário de Cristiano Ronaldo, que segue atuando aos 40 anos, Agustín Allione, ex-Palmeiras, oficializou sua aposentadoria com apenas 30 anos de idade.
Nesta quinta-feira (3), por intermédio de suas redes sociais, o argentino pegou a todos de surpresa ao decretar seus próximos passos. Livre no mercado desde o início da temporada, quando encerrou sua passagem pelo Los Andes, da Argentina, o meia ofensivo reconheceu não estar mais apto a desempenhar suas funções.
Diante das atuações nas categorias inferiores do campeonato argentino, Agustín optou comprovou não reunir condições suficiente para seguir a vida como jogador prisional. Em longo desabafo, El Peluche, como é apelidado, agradeceu a familiares, ex-clubes e companheiros de equipe no desporto.
Natural de Amenábar, na Argentina, o meia foi revelado por intermédio das categorias de base do Vélez Sarsfield, percorrendo ainda as cores do Palmeiras, Bahia, Rosario Central, Central Córdoba S.Estero, Temperley, Deportivo Morón e Los Andes.
Com o escudo do Palmeiras no peito, Allione disputou 66 partidas, que foram convertidas em cinco gols e uma assistência. Nesse ínterim, ergueu os títulos da Copa do Brasil (2015) e Campeonato Brasileiro 2016. No mais, confira toda a prateleira de taças do craque:
- Campeonato Argentino (2013 e 2023)
- Supercopa da Argentina (2014)
- Campeonato Baiano (2018)
- Copa do Nordeste (2017)
- Brasileirão (2016)
- Copa do Brasil (2015).
Confira na íntegra a despedida dos gramados do ex-Palmeiras
“Hoje, tenho que me despedir do futebol profissional. Não é uma decisão fácil, porque a vontade de continuar competindo, treinando e entrando em campo continua viva. Mas, às vezes, o corpo diz chega, e você precisa ser fiel a si mesmo.
Desde os 4 anos de idade, quando comecei a jogar no Independiente de Amenábar, sonhei em ser jogador de futebol. E graças a esse sonho, vivi um período da minha vida repleto de momentos maravilhosos.
Tive o privilégio de vestir as camisas do Vélez, Palmeiras, Bahia, Rosario Central, Central Córdoba, Temperley, Morón e Los Andes. A cada um desses clubes, agradeço sinceramente por me abrirem as portas e me darem a oportunidade de viver o que sonhei.
Agradeço aos meus companheiros de equipe, com quem compartilhei alegrias, frustrações, triunfos e derrotas, e tenho a sorte de dizer que muitos deles são amigos. Aos treinadores que acreditaram em mim e me ajudaram a crescer. Aos gerentes de equipamentos, médicos, fisioterapeutas e a todos que trabalham todos os dias para garantir que nada nos falte: obrigado do fundo do meu coração.
Aos torcedores, obrigado pelo carinho e apoio. Vestir a camisa do seu clube sempre será motivo de orgulho para mim.
E, acima de tudo, obrigado à minha família. Por me apoiar desde o primeiro dia, por estarem ao meu lado em todos os momentos, por me apoiarem incondicionalmente, por deixarem suas preocupações de lado para que eu pudesse realizar meu sonho. Tenho milhares de lembranças de tudo o que vocês fizeram por mim e sempre serei grato a vocês.
Sem seus sacrifícios, nada disso teria sido possível. Agradeço à minha esposa, que também esteve sempre presente, especialmente nos momentos difíceis em que as lesões me pregaram uma peça. E, acima de tudo, obrigada por nos darem a pequena pessoa que dá sentido a tudo e que me proporcionou uma das melhores lembranças em quadra. Obrigada, família, eu amo vocês.
Eu adoraria ter continuado jogando, porque é isso que eu amo. Mas entendo que tudo chega ao fim, e vou embora sabendo que sempre dei o meu melhor. Às vezes jogando bem, às vezes jogando mal, mas sempre dando o meu melhor.
Hoje encerro mais uma era no futebol, ansioso para continuar envolvido, mas de uma perspectiva diferente. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer que fiz o curso de treinador nos últimos anos e estou ansioso por novos desafios. Obrigado, futebol. Por tornar o sonho daquele menino de 4 anos realidade”.









