Enquanto Botafogo disputa o Mundial, Textor acaba de receber uma péssima notícia. O Olympique Lyonnais, tradicional clube francês, foi oficialmente rebaixado para a segunda divisão da Ligue 1 pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) nesta terça-feira, 24 de junho de 2025.
A punição ocorreu devido ao não cumprimento das exigências financeiras mínimas para a temporada 2025-26, a mais severa sanção aplicada pelo órgão fiscalizador da Liga de Futebol Profissional da França.
O processo contra o Lyon se arrastava desde novembro de 2024, quando o clube sofreu um “transfer ban”, proibindo-o de contratar novos jogadores até que apresentasse garantias financeiras robustas. Na audiência desta terça, o empresário John Textor, dono do clube, e o diretor de futebol Mickaël Gerlinger não convenceram a DNCG de que o Lyon teria recursos suficientes para honrar seus compromissos financeiros no próximo exercício.
A DNCG exigia que o clube apresentasse até 100 milhões de euros em garantias, sem contar receitas futuras de TV ou vendas de jogadores ainda não concretizadas. Mesmo com a injeção de cerca de 83 milhões de euros e cortes na folha salarial, o Lyon não conseguiu comprovar solvência, o que resultou no rebaixamento automático para a Ligue 2.
O clube tem o direito de recorrer da decisão, tanto junto à própria DNCG quanto ao Comitê Olímpico Francês (CNOSF). Enquanto isso, o Lyon aguarda a abertura da janela de transferências sem poder contratar, e a diretoria promete apresentar um novo plano financeiro nos próximos dias para tentar reverter a situação.
A crise financeira do Lyon é reflexo de anos de dificuldades econômicas e dívidas acumuladas, que ultrapassam os 500 milhões de euros. John Textor, que também controla o Botafogo no Brasil e tem participação no Crystal Palace, busca alternativas como a venda de jogadores e ativos para equilibrar as contas, mas o tempo para reverter o quadro é curto.
Caso o rebaixamento seja mantido, o Lyon disputará a segunda divisão pela primeira vez desde 1989, um golpe duro para um clube com grande tradição no futebol francês. A situação também gera apreensão sobre o impacto no grupo de John Textor, que administra outros clubes e enfrenta desafios financeiros simultâneos.









