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Marcos Braz propõe emendas para salvar apostas esportivas e patrocínios no futebol

Ex-dirigente do Flamengo, Marcos Braz apresenta cinco emendas à MP 1.394/2026 para tirar apostas esportivas da proibição e preservar patrocínios.

Marcos Braz propõe emendas para salvar apostas esportivas e patrocínios no futebol

O deputado federal Marcos Braz (PSDB-RJ), ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, apresentou cinco emendas à Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe as apostas online no Brasil. Segundo o portal iGaming Brazil, as propostas retiram as apostas esportivas da proibição e mantêm os patrocínios de casas de apostas no esporte.

A iniciativa entra no centro de uma discussão que mexe diretamente com o futebol brasileiro. Nos últimos anos, as empresas do setor se tornaram algumas das principais fontes de receita dos clubes, das competições e das transmissões esportivas.

O que propõem as emendas de Marcos Braz

De acordo com a publicação, o pacote de cinco emendas altera pontos específicos da proibição prevista na MP. O eixo principal é separar as apostas esportivas das demais modalidades e excluí-las da proibição.

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Outro ponto destacado é a manutenção dos patrocínios esportivos. Na prática, a proposta busca preservar os contratos que hoje sustentam parte relevante do orçamento de clubes e campeonatos no país.

O histórico do autor dá peso extra ao debate. Como dirigente do Flamengo, Braz acompanhou de perto a negociação de contratos comerciais no futebol. Agora, no Congresso, ele se coloca como uma das vozes ligadas ao esporte na tramitação da medida.

Por que a MP preocupa o futebol

A MP 1.394/2026 atingiu em cheio um mercado que vinha operando sob as regras da Lei 14.790, que regulamentou as apostas de quota fixa no país. O tema já havia motivado reuniões entre representantes de clubes e o governo federal, além de ações questionando a medida no Supremo Tribunal Federal.

Para os clubes, a preocupação é financeira. Camisas, placas de publicidade, naming rights e cotas de patrocínio de competições dependem, em boa parte, de empresas do setor. Uma proibição ampla, sem regra de transição, abriria um buraco nas contas de diversas agremiações.

Para o Palmeiras e os demais grandes clubes do país, o desfecho da discussão no Congresso influencia diretamente o planejamento comercial das próximas temporadas.

Leia também: Clubes de futebol se reúnem com governo para discutir proibição das bets

Próximos passos no Congresso

Como toda medida provisória, a MP precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para não perder a validade. Durante a tramitação, as emendas apresentadas pelos parlamentares podem ser acolhidas ou rejeitadas, total ou parcialmente.

Ainda não há definição sobre o destino das propostas de Marcos Braz. O debate deve opor, de um lado, quem defende a proibição por questões de saúde pública e endividamento das famílias e, de outro, quem alerta para os impactos econômicos e para o avanço de sites ilegais, sem fiscalização.

O Portal do Palmeirense seguirá acompanhando a tramitação da MP e seus reflexos sobre o futebol brasileiro.

Apostas são proibidas para menores de 18 anos. Apostar envolve riscos e não é forma de obter renda. Se o jogo deixar de ser lazer, procure ajuda.

Sobre o autor
Bruno Tavares

Jornalista há 12 anos, cobre o Verdão e os bastidores financeiros do clube.