O nome de Dario Durigan, ligado ao Ministério da Fazenda, voltou a aparecer nos holofotes do setor de apostas esportivas depois de uma entrevista concedida à rádio Metrópole, da Bahia. Segundo o portal iGaming Brazil, ele fez críticas duras às chamadas “bets” e também às fintechs, apontando o que classificou como falhas no atual modelo de fiscalização do mercado brasileiro.
De acordo com a publicação especializada, as declarações reforçam um debate que já vinha ganhando corpo dentro do próprio governo desde a entrada em vigor da regulamentação das apostas de quota fixa no país, formalizada pela Lei 14.790. A fala expõe divergências sobre até que ponto as regras atuais têm sido suficientes para conter práticas consideradas problemáticas no setor.
Contexto da regulamentação
Desde que o mercado de apostas online foi oficialmente regulamentado no Brasil, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, passou a ser responsável por licenciar operadoras, fiscalizar domínios com a extensão “.bet.br” e aplicar sanções a empresas que descumprem as normas estabelecidas.
Mesmo com a estrutura já em funcionamento, críticas internas ao processo de fiscalização não são inéditas. Segundo o iGaming Brazil, a fala de Durigan se soma a um coro de vozes dentro do governo que questionam se os mecanismos de controle têm acompanhado o ritmo de expansão do setor, que movimenta cifras bilionárias e conta com forte presença publicitária no futebol brasileiro.
Fintechs também entram na mira
Além das casas de apostas, a reportagem do iGaming Brazil destaca que as fintechs também foram alvo de críticas na mesma entrevista. O setor financeiro digital tem sido apontado, em diferentes discussões públicas, como uma porta de entrada para movimentações ligadas a apostas, especialmente diante da facilidade de transações via Pix e carteiras digitais.
A publicação não detalhou propostas concretas apresentadas por Durigan para corrigir as falhas mencionadas, mas o tom das declarações reforça a percepção de que o tema ainda deve gerar novos capítulos de debate regulatório nos próximos meses.
Impacto no futebol e nos clubes
O mercado de apostas esportivas tem relação direta com o futebol brasileiro, já que boa parte das casas licenciadas mantém patrocínios com clubes e competições, incluindo equipes da Série A do Brasileirão. Qualquer mudança nas regras de fiscalização ou de publicidade tende a repercutir diretamente nos contratos comerciais do futebol nacional.
O Portal do Palmeirense reforça que o consumo de conteúdo sobre apostas deve ser feito de forma responsável, destinado exclusivamente a maiores de 18 anos, sem qualquer garantia de ganho financeiro associada à prática.
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