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Vetos municipais à propaganda de bets geram disputa jurídica no Brasil

Restrições de prefeituras à publicidade de apostas esportivas reacendem debate sobre quem tem competência para legislar sobre o tema no país.

Vetos municipais à propaganda de bets geram disputa jurídica no Brasil

Uma onda de restrições impostas por prefeituras à propaganda de casas de apostas esportivas tem provocado uma disputa jurídica sobre qual esfera de governo tem competência para legislar sobre o tema. A informação é do portal iGaming Brazil, especializado em cobertura do setor de apostas no país.

Segundo o veículo, diferentes municípios brasileiros vêm editando normas próprias para limitar ou proibir a exposição de marcas de bets em espaços públicos, como outdoors, ônibus e fachadas comerciais. O movimento esbarra, no entanto, em um debate constitucional sobre quem detém a prerrogativa de regular o setor: a União, os estados ou os municípios.

Regulamentação federal x normas locais

O mercado de apostas esportivas e cassino online no Brasil é regulamentado pela Lei 14.790, que criou regras nacionais para licenciamento, fiscalização e publicidade de operadoras sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. A existência dessa legislação federal é justamente um dos pontos centrais do impasse jurídico apontado pelo iGaming Brazil.

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Isso porque, ao editarem leis próprias sobre publicidade de bets, os municípios entram em uma zona de tensão com a normativa federal já existente, o que abre margem para questionamentos judiciais sobre a validade dessas restrições locais. O tema envolve discussões sobre competência legislativa concorrente entre os entes federativos, um debate recorrente em áreas que misturam interesse local, como ordenamento urbano, e interesse nacional, como a regulação de um setor econômico já normatizado.

Impacto no setor e no futebol brasileiro

A discussão sobre limites à publicidade de apostas ganha relevância também no ambiente esportivo brasileiro, já que diversas casas de apostas patrocinam clubes de futebol, competições e transmissões esportivas. Eventuais restrições municipais mais rígidas podem afetar a forma como essas marcas se expõem em cidades onde equipes têm forte presença de torcida, ainda que a regulamentação principal do setor permaneça sob competência federal.

O caso reforça um cenário de instabilidade normativa em torno das bets no país, num momento em que o setor ainda se ajusta às regras trazidas pela Lei 14.790 e à fiscalização da SPA. A expectativa do mercado é que o impasse sobre a competência para legislar sobre publicidade de apostas seja, em algum momento, resolvido por instâncias superiores do Judiciário.

A prática de apostas é destinada exclusivamente a maiores de 18 anos, e especialistas reforçam a importância do jogo responsável diante da expansão do setor no país.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.