O Corinthians voltou a ser palco de manifestações neste sábado (29). Segundo a Gazeta Esportiva, um grupo de sócios se reuniu no Parque São Jorge para protestar contra a atual gestão do clube e cobrar posicionamento do presidente Osmar Stabile diante da crise que atinge o Timão.
De acordo com o veículo, os manifestantes estenderam faixas dentro da sede alvinegra, algumas delas defendendo a reforma do estatuto do clube, além de dirigirem críticas diretas aos conselheiros vitalícios da instituição. A publicação registrou gritos entoados pelos associados durante o ato, entre eles frases de protesto contra o que classificam como desmandos na condução política do clube.
Ainda segundo a reportagem, em determinado momento Stabile deixou sua sala, no quinto andar da sede social, e foi conversar pessoalmente com os sócios que participavam da manifestação.
Bastidores conturbados às vésperas de eleição
O protesto ocorre em um momento delicado para o Corinthians. Conforme apurado pela Gazeta Esportiva, o clube se aproxima de novas eleições presidenciais em meio à discussão sobre a transformação do departamento de futebol em SAF, por meio do projeto conhecido como SAFiel, tema que tem dividido opiniões dentro do Parque São Jorge.
A publicação também citou um inquérito em andamento no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga uma possível intervenção judicial no clube. Paralelamente, a reportagem apontou que o Corinthians mantém um departamento que consome cerca de R$ 1 milhão por ano dos cofres alvinegros sem gerar qualquer retorno financeiro, situação que não é acompanhada pelo Conselho Deliberativo.
Dificuldades financeiras e transfer ban
Segundo a Gazeta Esportiva, a diretoria comandada por Stabile enfrenta dificuldades para honrar compromissos financeiros, com atrasos salariais que atingem tanto o elenco profissional masculino quanto o feminino. A reportagem ainda destacou que o clube segue impedido de registrar novos atletas por conta de três transfer bans em vigor, sem previsão de quitação.
O cenário de instabilidade administrativa e financeira tem alimentado sucessivos protestos de torcedores e associados nos últimos meses, à medida que a disputa política pelo comando do clube se intensifica.
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