Nesta semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou as regras do Fair Play Financeiro que passará a vigorar no cenário nacional a partir de 2026. Os clubes terão de se enquadrar nas novas diretrizes de janeiro em diante e terão um tempo de adaptação.
Informações a respeito de custos de elenco, endividamento e transações serão concentradas no Domestic Transfer Matching System (DTMS), uma ferramenta da Fifa utilizada pela CBF para gerenciar registros de transferências de jogadores. O sistema também servirá para monitorar dívidas com instituições públicas.
As agremiações deverão controlar seus débitos de curto prazo a 45% do faturamento anual – o prazo para adequação vai até 2030. Todas as informações terão de ser devidamente registradas no sistema. Elas serão pré-condição, por exemplo, para a inscrição de jogadores no BID.
O Fair Play Financeiro segue os seguintes pilares: controle de dívidas em atraso; equilíbrio operacional de clubes; controle de custos; e controle de endividamento de curto prazo. Os times que não se enquadrarem nas novas regras ficarão sujeitos a punições de diferentes níveis: de advertência a cassação de licença.
A primeira penalização é a advertência. Persistindo o problema, serão aplicadas sanções como multa, retenção de receita e transfer ban. Em casos mais drásticos, poderá resultar em perda de pontos, rebaixamento automático e, até mesmo, cassação de licença.
Fair Play Financeiro promete mudar futebol brasileiro
A expectativa é de que as novas regras financeiras ajudem a tornar o esporte bretão mais saudável do ponto de vista administrativo. Com normas estabelecidas e punições aos clubes que não se adequarem ao novo cenário.
É algo que já acontece há algum tempo em outras ligas mundo afora, mas que ainda faltava ser colocado em prática no território verde e amarelo.



