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Polícia Militar libera entrada de bandeiras com mastro em São Paulo

Os estádios do estado de São Paulo voltarão a ter bandeiras com mastro nos jogos. Nesta quarta-feira (28), a portaria da Polícia Militar foi…

Polícia Militar libera entrada de bandeiras com mastro em São Paulo

Foto: Reprodução/Facebook Mancha Verde.

Os estádios do estado de São Paulo voltarão a ter bandeiras com mastro nos jogos. Nesta quarta-feira (28), a portaria da Polícia Militar foi publicada no Diário Oficial, liberando a entrada dos objetos, proibidos desde 1996.

Segundo a Portaria, as organizadas deverão solicitar a entrada das bandeiras nos estádios e arenas com, no mínimo, dois dias de antecedência. Os mastros devem ser feitos de bambu e possuírem entre 6 e 8 metros de comprimento.

A quantidade dos bandeirões será definida pela Polícia Militar, com base no público previsto para cada jogo e “histórico de animosidade entre as torcidas”. Os artefatos ficarão restritos aos setores das organizadas e não serão permitidos mais que 10 por torcida.

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Em caso de episódios de violência antes dos eventos esportivos, a entrada dos objetos poderá ser vetada.

A decisão é algo a ser celebrado, afinal, os jogos de futebol no estado de São Paulo contam com diversas restrições. Objetos como os instrumentos musicais não podem ser utilizados. Em clássicos, por exemplo, a torcida é única. Tudo o que pode tornar o espetáculo mais belo é vetado, enquanto a violência no esporte continua sem solução.

São Paulo libera bandeiras após 26 anos

A legalização dos bandeirões com mastro ocorreu há cerca de dois meses, em decisão do juiz Fabrício Reali Zia e era aguardada apenas a publicação da Portaria da Polícia Militar.

Com isso, os artefatos poderão voltar a figurar nos estádios depois de 26 anos. As bandeiras eram proibidas desde 1996, época da lei sancionada pelo então governador do estado, Mário Covas.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.