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Palmeiras tem grande reviravolta e decide investir na África

Depois de apostar no mercado de jovens jogadores sul-americanos e não ver resultado, o Palmeiras está de olho no futebol africano em busca de…

Palmeiras tem grande reviravolta e decide investir na África

Foto: Reprodução.

Depois de apostar no mercado de jovens jogadores sul-americanos e não ver resultado, o Palmeiras está de olho no futebol africano em busca de captar novos talentos. A revelação foi feita por João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base palestrinas, em entrevista concedida ao programa Bola da Vez, da ESPN. 

De acordo com o dirigente, há obstáculos maiores para a adaptação dos garotos do outro lado do Atlântico em comparação com os da América do Sul. O idioma é um deles, a depender, obviamente, da região da África de cada um, uma vez que se trata de um continente com diversas particularidades.

Por agora, o Alviverde está trazendo dois atletas para uma experiência na Academia de Futebol, que possibilitará uma compreensão maior a respeito do projeto.

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“A gente está indo no mercado africano para ver. É claro que o idioma é muito mais difícil do que aqui. Na América do Sul, o espanhol é mais fácil. Mas a gente está trazendo agora, nesta janela, dois jogadores africanos. 

Já fomos duas vezes a projetos na África. Gana, Senegal, Angola… A gente está entrando agora, vamos ver como será a adaptação”, disse Sampaio.

Palmeiras se decepcionou com garotos sul-americanos 

Ainda de acordo com João Paulo, o Verdão trouxe 12 jogadores da América do Sul, das seleções da Bolívia, Equador e Colômbia. Contudo, por uma série de questões, como calendário diferente, falta de disposição e descompromisso, o clube não viu futuro na continuidade do projeto.

“Por isso, machucavam muito. A chamada ‘rodagem’ a base dá, mas machucavam muito. E também não queriam falar o idioma [português]. A maioria deles não faz amizade com os brasileiros. Além disso, toda vez que tinha folga eles iam para casa e não voltavam na data… Então, fiquei muito decepcionado aqui no mercado sul-americano”, afirmou o dirigente.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.