A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está trabalhando para implementar uma nova regra que promete mexer com as estruturas do esporte bretão nacional. Trata-se da implementação do fair play financeiro, que está em fase de estudo e pode ser tirado do papel já em 2026.
O projeto é tratado como prioridade pela nova gestão da entidade máxima do futebol brasileiro, liderada pelo presidente Samir Xaud. O responsável por conduzir o processo é Ricardo Gluck Paul, vice-presidente da instituição, que tem falado sobre o assunto com os representantes dos clubes.
Das agremiações da Série A do Brasileirão só o Mirassol ainda não aderiu. Assim como na primeira divisão, a maioria das equipes da Série B se inscreveu, além de oito federações estaduais. A primeira reunião de trabalho será realizada após o Mundial e, a partir de então, o grupo terá 90 dias para apresentar um relatório final para implementação da medida.
“O esforço que está sendo feito é para que seja (implementado) em 2026. [..] É um processo para não criar um colapso. Não é algo a partir de amanhã. Vai ser algo que tenha relevância, que possa ter impacto, que traga o que a gente procura, mas também que tenha implementação responsável”, Ricardo Paul, em entrevista ao ge.
Nova regra da CBF mexerá com o futebol brasileiro
Conforme destacado anteriormente, os termos do fair play financeiro e, consequentemente, sua implementação, ainda serão discutidos. De toda maneira, é possível dizer que a regra provocará mudanças no esporte bretão nacional assim que for colocada em prática.
Já adotado em outros lugares do mundo, o fair play tem como propósito tornar o futebol mais saudável financeiramente e punir gestões irresponsáveis. É o que aconteceu com o Lyon na França nesta semana, rebaixado para a segunda divisão por conta de sua má situação financeira.
Por aqui, são muitos os clubes que vivem situação semelhante ao de John Textor. O Corinthians, dono de uma dívida de R$ 2,5 bilhões, é o maior exemplo. O Atlético-MG é outro, o São Paulo e tantos outros.









