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Lesão de Vitinho: entenda a cirurgia no menisco e o retorno aos gramados

Atacante do Corinthians será operado após lesão meniscal; especialista explica etapas da recuperação e os riscos do retorno precoce.

Lesão de Vitinho: entenda a cirurgia no menisco e o retorno aos gramados

O atacante Vitinho, do Corinthians, sofreu uma lesão no menisco do joelho esquerdo durante um treino e passará por cirurgia, segundo informou o clube em suas redes sociais. O jogador ficará afastado dos gramados por tempo indeterminado enquanto realiza o processo de reabilitação.

De acordo com o Corinthians, a lesão foi identificada após exames realizados no fim de semana, e o procedimento cirúrgico ficou marcado para o início desta semana. A gravidade exata do quadro e o prazo de recuperação ainda não foram detalhados publicamente pelo departamento médico do clube.

Como funciona a recuperação de uma lesão no menisco

Segundo José Bassan, especialista da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), em entrevista à Gazeta Esportiva, o tipo de cirurgia adotado é determinante para o ritmo da reabilitação. “No caso da sutura meniscal, existe uma fase inicial de maior proteção do joelho, com ganho de amplitude de movimento e descarga de peso mais graduais. Já na meniscectomia, esses movimentos costumam ser liberados mais rapidamente. Essa diferença influencia toda a etapa inicial da reabilitação”, explicou.

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Após essa fase inicial, o trabalho de recuperação passa a se concentrar no fortalecimento muscular, na mobilidade e na estabilidade da articulação, além de uma preparação específica para as exigências físicas do futebol profissional.

Bassan destacou que o desafio vai além de tratar a lesão em si. “O futebol exige acelerações, desacelerações, mudanças rápidas de direção, giros sobre o joelho, saltos, aterrissagens e contato físico. A reabilitação precisa preparar o atleta para suportar essas cargas em alta intensidade, reduzindo o risco de uma nova lesão”, afirmou o especialista.

Fatores além do físico entram na equação

O fisioterapeuta ponderou que não é possível associar o caso de Vitinho a um histórico específico sem acesso aos dados clínicos do atleta. Ainda assim, ele reforçou que jogadores com múltiplas lesões ao longo da carreira costumam demandar um acompanhamento mais amplo durante o processo de retorno.

“Além dos aspectos biomecânicos, entram em cena fatores psicológicos, nutricionais e de condicionamento físico. A reabilitação passa a envolver uma equipe multidisciplinar para corrigir desequilíbrios musculares, melhorar a mobilidade e aproveitar esse período para tratar outras disfunções que muitas vezes não conseguem ser trabalhadas durante a rotina intensa de competições”, disse Bassan.

Sem prazo definido para a volta aos gramados

O especialista alertou que o tempo de recuperação frequentemente divulgado à imprensa não deve ser encarado como o único critério para liberar um atleta. “O fator tempo, isoladamente, é o critério mais pobre para determinar o retorno. O atleta pode estar apto com 20 dias após uma meniscectomia ou ainda não reunir condições depois de 60 dias. Tudo depende do tipo de cirurgia, da presença de lesões associadas e, principalmente, do desempenho funcional apresentado durante a reabilitação”, explicou.

Segundo Bassan, a decisão sobre a volta aos jogos envolve uma bateria de avaliações técnicas. “Hoje existem protocolos científicos bem estabelecidos. A decisão passa por avaliações clínicas, testes funcionais, análise da força muscular, testes de salto, avaliação biomecânica e até aspectos psicológicos. É um processo multidisciplinar que busca oferecer ao atleta a maior segurança possível para retornar com menor risco de recidiva”, concluiu.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.