O Palmeiras vive um momento decisivo envolvendo um antigo imbróglio judicial com a Samsung. A presidente Leila Pereira tem adotado postura firme e busca uma solução para o caso antes do julgamento marcado no Superior Tribunal de Justiça.
A origem do processo remonta a 2010, quando o Palmeiras optou por rescindir de forma unilateral o contrato de patrocínio com a empresa sul-coreana, que era válido até o fim de 2011. Na ocasião, o clube decidiu encerrar o vínculo para retomar a parceria com a FIAT.
Em razão da saída, a Samsung entrou com uma ação judicial. Em 2021, o Verdão foi condenado em primeira instância ao pagamento de R$ 17,25 milhões por quebra contratual e outros fatores relacionados ao rompimento.
Posteriormente, em segunda instância, o valor foi reduzido para R$ 12,5 milhões, com a retirada da indenização por danos morais indiretos. No entanto, com a incidência de juros e correção monetária, a dívida alcançou cerca de R$ 71 milhões em fevereiro de 2024.
Diante do cenário, o Palmeiras recorreu da decisão e levou o caso ao STJ. Segundo apuração do portal Nosso Palestra, o julgamento foi agendado para o dia 7 de abril, às 14h, pela Terceira Turma da corte, em Brasília.
Leila Pereira projeta acordo no Palmeiras
A diretoria do Palmeiras avalia alternativas para minimizar os impactos financeiros e jurídicos do processo. A possibilidade de um acordo entre as partes não está descartada e ganha força nos bastidores, especialmente diante da proximidade do julgamento.
Em entrevista concedida anteriormente, Leila Pereira destacou a necessidade de cautela na condução do caso, ressaltando que a decisão que originou o processo foi tomada por uma gestão anterior ao clube.
Enquanto evita se posicionar oficialmente no momento, o Palmeiras trabalha nos bastidores para tentar resolver a situação da melhor forma possível e evitar prejuízos ainda maiores aos cofres do clube.



