Jogador do Palmeiras já sofreu racismo e foi punido com 4 meses de suspensão pela Conmebol

Os casos de racismo contra jogadores do Palmeiras em jogos da Copa Libertadores não são uma novidade. Antes de Luighi sofrer com ataques criminosos, outros atletas também foram vítimas. Mas um deles, em particular, acabou sendo apontado como responsável pela Conmebol e acabou pegando um gancho de quatro meses.

O ocorrido foi em 2023, também em um partida contra o Cerro Porteño, no Paraguai, pela fase de grupos da competição continental. Enquanto aqueciam na beira do gramado, atletas alviverdes foram chamados de macacos por torcedores da equipe da casa, que também fizeram gestos imitando o animal.

Indignado com o que estava vendo, o meia-atacante Bruno Tabata repetiu os gestos, denunciando o fato. As imagens foram enviadas à Conmebol na denúncia feita pelo Verdão, como de praxe. Acontece que, de forma bizarra, a entidade entendeu que os insultos partiram do palmeirense e não o contrário.

Tabata foi enquadrado no artigo 15.1 do Código Disciplinar do órgão e punido com quatro meses de suspensão. O Palestra recorreu, mas sem sucesso. Quanto ao Cerro, a punição aplicada foi de 100 mil dólares e parte da arquibancada fechada no jogo seguinte.

Palmeiras quer punição dos racistas

Em nota, o Verde comunicou que vai até as últimas instâncias para que os responsáveis pelo caso de Luighi sejam punidos. A CBF também fará uma representação oficial junto a entidade máxima do futebol sul-americano.

O atacante palmeirense foi alvo dos ataques racistas durante a vitória da equipe sobre o Cerro Porteño, por 3 a 0, pela Libertadores Sub-20, na noite da última quinta-feira (6).

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