O Corinthians vive um momento de instabilidade que já preocupa a torcida alvinegra. Neste domingo, o time perdeu de virada para a Chapecoense, por 2 a 1, na Neo Química Arena, e amargou a quarta derrota seguida no Campeonato Brasileiro. Após a partida, o zagueiro Gustavo Henrique reconheceu que os protestos dos torcedores fazem sentido diante da sequência negativa.
Segundo a Gazeta Esportiva, os cerca de 44 mil torcedores presentes no estádio direcionaram gritos duros ao elenco corintiano ao fim do jogo, como “vergonha, time sem vergonha” e ameaças de cobrança caso os maus resultados persistam. O revés jogou o Timão para a 11ª colocação da tabela, com 32 pontos, atrás inclusive do rival São Paulo, que venceu na rodada.
Zagueiro pede desculpas à torcida
Em entrevista à Amazon Prime, reproduzida pela Gazeta Esportiva, Gustavo Henrique não fugiu da responsabilidade e validou a insatisfação da torcida. “Protesto é válido, é coerente com que a gente vem apresentando, principalmente em resultados. Fase difícil, quatro derrotas que não podem acontecer. Agora, é mudar a chave porque temos mais uma final quarta-feira, outro campeonato. Pedir desculpas para o nosso torcedor mais uma vez, que compareceu mais uma vez, fez uma grande festa, e infelizmente não conseguimos a vitória”, declarou o defensor.
A fala reflete a pressão crescente sobre o elenco corintiano, que via a torcida comparecer em peso mesmo diante da má fase, mas não conseguiu retribuir dentro de campo pela terceira vez em casa nesta sequência de tropeços.
Próximo desafio já é na Libertadores
Apesar da crise no Brasileirão, o Corinthians não tem tempo para lamentações. De acordo com a Gazeta Esportiva, o time volta a campo já nesta quarta-feira, diante do Estudiantes, em La Plata, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. A partida está marcada para as 21h30 (de Brasília), no Estádio Jorge Luis Hirschi.
Depois do compromisso continental, o time volta as atenções para o Brasileirão, quando enfrenta o Flamengo no Maracanã, no domingo seguinte. A sequência de resultados ruins aumenta a pressão sobre o elenco corintiano justamente às vésperas de dois duelos decisivos, um por vaga na semifinal da Libertadores e outro para tentar estancar a crise no returno do Nacional.



