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Ex-Palmeiras desistiu do futebol para criar galinhas e hoje trabalha com queijo

Crias das categorias de base do Palmeiras, jogador deixou o sonho do futebol de lado para seguir um rumo completamente diferente. Trocou os gramados…

Ex-Palmeiras desistiu do futebol para criar galinhas e hoje trabalha com queijo

Créditos: Bruno Reis/Palmeiras

Crias das categorias de base do Palmeiras, jogador deixou o sonho do futebol de lado para seguir um rumo completamente diferente. Trocou os gramados do esporte bretão pelo campo, passou a criar galinhas e hoje em dia ganha a vida comandando uma empresa especializada em laticínios.

Essa é a trajetória de Jorge Nakid, que fez parte de sua formação na base do Verdão e resolveu abandonar a carreira aos 24 anos de idade. Segundo Nakid, em entrevista ao Estadão, a decisão de pendurar as chuteiras aconteceu no momento em que percebeu que o sucesso dentro das quatro linhas não viria.

Em 1994, em meio a incerteza, o pai o convidou para ajudá-lo em uma propriedade recém-adquirida, localizada no Vale do Ribeira, em São Paulo. Jorge ainda conciliou as atividades durante um tempo. Por jogar em um time de uma loja de material de construção na várzea, recebia cinco sacos de cimento por partida.

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Com esse cimento recebido, construiu o primeiro armazém de laticínio da Levitare, fábrica que fundou junto com a irmã. Desde então, se dedica ao empreendimento familiar. O negócio especializado em leite de búfala virou o foco de Nakid. Em 2025, a estimativa é de que a produção bata uma média mensal de 160 toneladas de queijo.

Jorge Nakid jogou na base do Palmeiras

Nakid vestiu o manto palestrino nas categorias de base dos 11 aos 15 anos de idade, entre 1981 e 1985. Aos 20 anos, teve uma breve passagem de uma temporada e meia pelo Ituano, onde atuou com Juninho Paulista. 

Em seguida, o ex-palestrino se transferiu para o Fluminense, onde jogou até 1992. Dois anos depois, resolveu aceitar o convite do pai e mudou de profissão.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.