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Ex-jogador do Palmeiras teve que trabalhar limpando bueiro e agora atua como entregador

Um ex-jogador do Palmeiras precisou procurar outros meios para sobreviver após pendurar as chuteiras. Longe do estrelato e do glamour que o futebol oferece…

Ex-jogador do Palmeiras teve que trabalhar limpando bueiro e agora atua como entregador

Créditos: Instagram/Palmeiras

Um ex-jogador do Palmeiras precisou procurar outros meios para sobreviver após pendurar as chuteiras. Longe do estrelato e do glamour que o futebol oferece para alguns poucos atletas, a maioria tem de seguir trabalhando e ganhando o pão de cada dia depois da aposentadoria dos gramados. Esse é o caso de Jorge Preá.

O ex-atacante, que teve uma breve passagem pelo Verdão em 2008, contou em entrevista ao portal Uol que precisava pagar as contas quando pendurou as chuteiras, em 2019. Então, começou a procurar trabalho. Até que surgiu uma oportunidade na Prefeitura de São Paulo, limpando bueiros, que ele não deixou passar.

“Arrumei um serviço na Prefeitura de São Paulo, limpando bueiros. Era o que tinha de mais fácil na época, sem burocracia – um amigo que já trabalhava lá me chamou, levei os documentos e comecei. Eu precisava garantir o sustento da minha família, não dava para viver só do status de ex-jogador de futebol”, disse Preá.

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Jorge ficou seis meses no emprego. Enquanto isso, conciliava o trabalho com partidas na várzea, que também rendiam algum dinheiro. “Já tinha cinco filhos para criar, precisava colocar comida na mesa, independente de onde o dinheiro viesse, desde que fosse de forma honesta”, completou.

Jorge Preá fez gol decisivo no Palmeiras

A passagem do atacante pelo antigo Parque Antarctica foi curta, durou apenas sete jogos e teve um gol marcado. Mas essa bola na rede valeu por todas as outras que Preá deixou de anotar na época.

Foi dele o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, que garantiu a classificação antecipada para a semifinal do Paulistão de 2008. No mata-mata, o Palestra passou por São Paulo e Ponte Preta para conquistar a taça.

Sobre o autor
Vitor Gonçalves

Paulista, 24 anos, jornalista em formação. Apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística). Ambos, jogo e jornalismo, vão além de suas aparências (pessoas correndo atrás de uma bola e noticiando fatos) e, na verdade, são reflexos do social – eu sou um produto dessas duas coisas e de outras tantas que também as compõem.