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Dorival admite crise política no São Paulo e cobra torcida: “não podemos vacilar mais”

Técnico tricolor falou sobre bastidores conturbados no Morumbis, dívida bilionária e pediu apoio da torcida na reta final da temporada.

Dorival admite crise política no São Paulo e cobra torcida: “não podemos vacilar mais”

O técnico Dorival Júnior admitiu publicamente que o São Paulo atravessa um momento delicado fora de campo e fez um apelo direto à torcida tricolor para que o clube não seja abalado pela disputa política interna. As declarações foram dadas após a vitória sobre o Atlético-MG, no último sábado, e reproduzidas pela Gazeta Esportiva.

Segundo o site, o São Paulo vive uma guerra política interna às vésperas das eleições presidenciais do clube, enquanto tenta equilibrar as contas em meio a uma dívida que, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, já beira R$ 1 bilhão. A situação se agravou depois que um áudio do presidente Harry Massis vazou cobrando a votação de um acordo com a Ticketmaster, que prevê a antecipação de R$ 140 milhões para ajudar o clube a honrar compromissos financeiros — entre eles, direitos de imagem de jogadores atrasados há mais de dois meses, conforme a reportagem.

Recado de Dorival à torcida

Ao comentar o cenário, Dorival Júnior fez questão de reconhecer a gravidade do momento político, mas pediu que os torcedores continuem ao lado da equipe. “Politicamente falando, é um momento super complicado, e eles entenderam e nos expuseram isso. E eu falei que só precisávamos muito que eles não nos abandonassem”, disse o treinador, segundo a Gazeta Esportiva.

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O comandante também destacou o vínculo histórico com a torcida, lembrando de outras passagens marcantes no clube. “A torcida sempre demonstrou um carinho especial e uma força especial a nossa equipe, por isso temos uma obrigação muito grande com eles. A equipe está começando a adquirir uma nova condição. Isso tudo acaba na primeira derrota. Não podemos vacilar mais, não temos esse direito, temos que lutar até o último instante”, afirmou.

Pressão das torcidas organizadas

A reportagem also relata que integrantes de torcidas organizadas estiveram no CT da Barra Funda após a derrota para a Chapecoense, no fim de agosto, para cobrar explicações da diretoria e do elenco. Segundo o texto, o líder da torcida Independente, conhecido como Baby, afirmou que os protestos seriam direcionados à diretoria e aos conselheiros, e não aos jogadores, que também estariam com pendências financeiras em aberto.

Na vitória sobre o Red Bull Bragantino, torcedores penduraram faixas com dizeres como “A mamata acabou” e “Ei, Conselho, prestação de contas já”, reforçando o clima de insatisfação com os bastidores administrativos do clube, conforme descreve a Gazeta Esportiva.

Foco no trabalho apesar da crise

Questionado sobre como blinda o elenco dos problemas extracampo, Dorival explicou o processo de convencimento dos jogadores para que se concentrem apenas nas atividades dentro do CT. “Os jogadores, quando entenderam isso, passaram a deixar os problemas para que pessoas competentes pudessem resolvê-las, começamos a mudar um pouco tudo isso. Vinha sendo uma carga muito pesada. Ainda é, não diminuiu tanto não”, disse o técnico à publicação.

Com a vitória sobre o Atlético-MG, o São Paulo chegou aos 33 pontos e subiu para a décima colocação do Campeonato Brasileiro, abrindo distância de oito pontos em relação ao Mirassol, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, de acordo com os dados publicados pela Gazeta Esportiva.

Leia também: São Paulo vence o Atlético-MG por 2 a 0 no Morumbis pelo Brasileirão

Sobre o autor
Bruno Tavares

Jornalista há 12 anos, cobre o Verdão e os bastidores financeiros do clube.