O técnico Cuca admitiu, neste sábado, que a situação do Santos na tabela do Campeonato Brasileiro é motivo de preocupação após o empate por 2 a 2 com a Chapecoense, na Vila Belmiro. De acordo com a Gazeta Esportiva, o resultado manteve o Peixe na 14ª colocação e acendeu o alerta na briga contra o rebaixamento.
Cuca cobra reação imediata do time
Em entrevista após a partida, reproduzida pela Gazeta Esportiva, o treinador foi direto ao falar sobre a matemática da permanência na Série A. “Sobre a tabela, eu acho que preocupa, porque faltam 18 jogos e você precisa alcançar aquele número, entre aspas, ‘mágico’, que são os 45 pontos. Nós temos 22, então precisamos fazer pelo menos mais 23 pontos nesses 18 jogos. Então, preocupa, e preocupa muito”, disse Cuca.
Com o resultado, o Santos chegou aos 22 pontos e desperdiçou a chance de abrir distância para a zona de rebaixamento. O time ainda corre risco de encerrar a rodada dentro do Z4, dependendo de outros resultados do Brasileirão.
Volume ofensivo, mas falhas defensivas
Apesar da preocupação com a classificação, Cuca avaliou que o Santos evoluiu em relação aos jogos anteriores. Segundo a reportagem, a equipe finalizou mais de 20 vezes e teve 11 escanteios contra a Chapecoense, pressionando praticamente todo o confronto.
“Se você pegar o jogo passado, a equipe evoluiu. E, neste jogo, evoluiu de novo. Eu acho que nós não jogamos bem, mas, mesmo assim, finalizamos mais de 20 vezes e tivemos 11 escanteios. A bola ficou lá na frente, a gente tentou fazer o gol de todas as formas, mas o adversário estava bem fechado”, afirmou o treinador.
Na análise dos gols sofridos, Cuca destacou que o problema não foi físico, mas de posicionamento. “No primeiro gol, nós tínhamos seis jogadores contra três. Numericamente, estávamos bem posicionados, então não era um problema físico. No segundo gol, pior ainda: tínhamos sete jogadores dentro da área para defender contra apenas dois adversários. Fomos infelizes e acabamos marcando um gol contra”, disse.
Técnico defende Ananias e Luan Peres
Cuca também comentou o impacto emocional do resultado sobre o elenco e evitou responsabilizar jogadores isoladamente pelas falhas. “Você não consegue empatar logo, e isso desestabiliza, porque cria uma pressão enorme, um desconforto natural e merecido pelo momento que a gente vive. A equipe perde parte da confiança e passa a ter que buscar o segundo gol”, explicou.
O treinador saiu em defesa de João Ananias e Luan Peres. “Não é para dizer: ‘Tira o Ananias, ele não joga mais’. Da mesma forma, não é porque o Luan foi mal em dois lances contra o Botafogo que ele não vai jogar mais. Nós vamos recuperá-lo, porque o Luan é um bom jogador. Todos sabem disso. Ele vacilou, pronto. E hoje nós também vacilamos. Mas a nossa função é recuperar os jogadores, e é isso que nós vamos fazer”, declarou Cuca, segundo a Gazeta Esportiva.
Antes de voltar suas atenções ao Brasileirão, o Santos entra em campo na terça-feira contra a Universidad Central, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta dos playoffs da Copa Sul-Americana. Após vencer a partida de ida por 4 a 1, o time alvinegro pode perder por até dois gols de diferença para avançar às oitavas de final da competição continental.



