Clima pegou fogo na CBF em disputa de Ednaldo com Ronaldo Fenômeno

Mesmo sem uma data definida, as eleições para definir o próximo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já fervem nos bastidores da entidade. Pré-candidato ao pleito, o ex-atacante Ronaldo Fenômeno enviou uma carta à Fifa, Conmebol e aos presidentes de clubes das Séries A e B com pedidos referentes ao processo eleitoral.

Nela, o astro pediu que a eleição seja marcada com pelo menos um mês de antecedência e também cobrou mais transparência e supervisão por parte de Conmebol e Fifa. Participando do Congresso da Fifa realizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, o atual presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, comentou sobre o documento.

“Primeiro nosso respeito a Ronaldo como atleta, ajudou muito a seleção brasileira, principalmente a conquistar o pentacampeonato mundial. Tem meu respeito como torcedor e dirigente. É normal qualquer pessoa, desde que atenda aos pré-requisitos estabelecidos no estatuto, nas regras e na lei”, iniciou Ednaldo Rodrigues.

O mandatário ainda concluiu: “Estatutos que são previamente aprovados pela Conmebol e pela Fifa. Atende a qualquer outro atleta. Pode ser Ronaldo, Romário ou Edílson. Eles têm legitimidade para se candidatar desde que atendam a todos os pré-requisitos. A CBF ainda não falou do processo sucessório até o momento”.

Veja parte da carta assinada por Ronaldo Fenômeno

“Prezados Senhores,

Conforme comuniquei publicamente, pretendo me candidatar à presidência da CBF no próximo pleito. Preocupa-me, no entanto, a falta de transparência e segurança jurídica no processo eleitoral, que pode comprometer a imparcialidade e a legitimidade das eleições.

É notório que, com o estatuto vigente, o presidente em exercício tem controle absoluto de todo o processo – o que, por si só, nos distancia das condições de concorrência leal e isonômica. Além de não contribuir para a integridade do pleito, o modelo dificulta (quiçá, impede) o surgimento de candidaturas alternativas.

Solicito que o pleito seja supervisionado presencialmente pela FIFA e pela CONMEBOL, para dar mais transparência e segurança jurídica ao processo eleitoral, bem como alinhamento aos princípios internacionais de governança no futebol. Está nas mãos do colégio eleitoral a oportunidade e a responsabilidade de atender à urgência de um choque de gestão na CBF”.

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