O Palmeiras reagiu com forte indignação após a punição aplicada ao técnico Abel Ferreira. Em decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o treinador recebeu um gancho pesado pelas expulsões em jogos do Campeonato Brasileiro.
Ao todo, Abel foi suspenso por oito partidas (seis jogos referentes ao episódio contra o São Paulo e mais dois pela expulsão diante do Fluminense). Em ambos os casos, o técnico foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de condutas contrárias à ética esportiva.
No lance envolvendo o São Paulo, a súmula do árbitro Anderson Daronco relatou que Abel teria proferido ofensas, incluindo a palavra “cagão”. A procuradoria ainda apresentou um vídeo dublado por um influenciador como evidência, o que gerou forte contestação por parte da defesa do treinador.
Na partida contra o Fluminense, o português foi expulso após protestar de forma considerada ríspida contra a arbitragem. Segundo o relato do árbitro Felipe Fernandes de Lima, Abel gesticulou de maneira irônica e utilizou palavras ofensivas ao questionar uma decisão lateral.
Internamente, o Palmeiras classificou a punição como “desproporcional” e entende que houve excesso na decisão dos auditores. O clube acredita que a pena máxima aplicada não condiz com os fatos ocorridos em campo.
Palmeiras luta por Abel Ferreira
Diante disso, a diretoria já se movimenta para recorrer da decisão e deve solicitar efeito suspensivo. A situação permite a presença de Abel Ferreira à beira do campo enquanto o caso segue em julgamento.
O episódio aumenta a tensão entre o clube e as entidades do futebol brasileiro. Nos bastidores, o Verdão demonstra insatisfação com o tratamento dado ao treinador, enquanto se prepara para uma disputa jurídica em busca de reverter ou ao menos reduzir a punição aplicada.









