O diretor-executivo do Santos, Alexandre Mattos, confirmou que o clube está com três meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores e afirmou que a prioridade da diretoria, no momento, é regularizar essa dívida com o elenco antes de buscar uma solução para o transfer ban imposto pela Fifa. As declarações foram dadas em entrevista concedida na Venezuela, segundo a Gazeta Esportiva, onde o time se prepara para enfrentar a Universidad Central pela Copa Sul-Americana.
O dirigente também explicou o motivo da reunião realizada com o grupo de jogadores logo após a derrota para o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro. Segundo Mattos, o encontro já estava programado e teve como objetivo apresentar de forma transparente o cenário financeiro do clube.
Reunião com o elenco foi combinada previamente
De acordo com a Gazeta Esportiva, Mattos afirmou: “A reunião foi combinada. A diretoria tinha dito para eles que, após o jogo contra o Botafogo, conversamos com o capitão e partiu da diretoria conversar com ele, para no domingo passar a situação de maneira transparente para os jogadores. Foi a primeira vez, desde o início desta gestão, que passamos por essa situação do não pagamento”.
O executivo reconheceu que a situação financeira do clube já era delicada desde o início da atual gestão, quando o Santos disputava a Série B. “Todo mundo sabe que a situação é delicada desde quando essa gestão entrou, na segunda divisão. O que move hoje o Santos é seu nome, sua tradição e a credibilidade que tem o presidente Marcelo Teixeira e sua família”, disse, segundo a publicação.
Transfer ban fica em segundo plano por ora
Além dos atrasos com o elenco, o Santos segue impedido de registrar novos reforços por causa do transfer ban aplicado pela Fifa, decorrente de uma dívida do clube com o Monaco. Ainda assim, Mattos deixou claro que resolver as pendências internas é mais urgente do que destinar recursos para liberar contratações.
“A prioridade total nossa é resolver o que precisamos responder aqui dentro. Não podemos sair pagando transfer ban e não pagar o que estamos devendo. Temos problemas no direito de imagem, o salário da carteira está em dia”, pontuou o dirigente, conforme a Gazeta Esportiva. A expectativa é de que, até o fim do mês, o clube apresente ao elenco um cronograma para quitação parcial dos valores em atraso.
Busca por receitas e foco no campo
Mattos assumiu a responsabilidade pelo momento delicado vivido pelo departamento de futebol e afirmou que o trabalho da diretoria não se resume às movimentações no mercado. O dirigente citou a venda do lateral Souza ao Tottenham como exemplo de operação que ajuda a reforçar o caixa do clube.
“O trabalho do executivo não é apenas contratar jogadores. Também passa por administrar momentos difíceis, manter o ambiente equilibrado e buscar soluções para fortalecer o clube. Estamos confiantes de que vamos superar essa fase”, concluiu Mattos, segundo a Gazeta Esportiva.
Enquanto tenta reorganizar as finanças fora de campo, o Santos volta as atenções para a Copa Sul-Americana. Sob o comando de Cuca, a equipe enfrenta a Universidad Central, na Venezuela, pelo jogo de ida dos playoffs da competição, em busca de uma vantagem antes da partida de volta na Vila Belmiro.



