Lenda do Palmeiras e um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro, Ademir da Guia foi injustiçado na Seleção. Assim como outros craques da época, o Divino não recebeu as chances que deveria. Especialmente na Copa de 1974, quando acabou sendo vítima do bairrismo de Mário Jorge Lobo Zagallo.
“Se eu fui injustiçado na Seleção? Na Copa do Mundo de 1974, sim. Naquele tempo havia muito bairrismo. O Zagallo sempre trabalhou no Rio. Ele me pôs para disputar a vaga com o Rivellino. Ele poderia jogar mais aberto na esquerda e eu jogar. Mas aí teria de mexer com o Paulo César Caju ou com o Dirceu. Dois jogadores identificados com o futebol carioca”, disse Ademir, em entrevista ao jornalista Cosme Rímoli.
Ademir ganhou uma única oportunidade de jogar naquele Mundial, realizado na Alemanha, que foi na disputa do terceiro lugar. Ainda assim, o camisa 10 do Verdão não ficou em campo a partida toda. Foi substituído pelo Velho Lobo no segundo tempo. Resultado? o time acabou perdendo para a Polônia.
“Só joguei contra a Polônia, na decisão do terceiro lugar. E o time estava indo muito bem, quando o Zagallo me tirou. E o Brasil perdeu”, acrescentou a lenda do Maior Campeão do Brasil, relembrando a injustiça sofrida vestindo a camisa amarelinha.
Ademir da Guia foi impedido de deixar o Palmeiras
Ademir recebeu diversas ofertas ao longo da carreira. Mas, naquele tempo de leis diferentes das atuais, os presidentes palmeirenses recusaram todas. Considerado inegociável, o Divino foi ficando e, com isso, se tornou uma lenda no antigo Parque Antarctica.
“Por que não saí do Palmeiras? Porque todos os presidentes me disseram que eu era inegociável. Soube que surgiram várias propostas. Mas eu era inegociável, sabe o que é isso? E eu era muito feliz no Palmeiras”, contou o ex-meia.



