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Governo retoma plano para proibir o “Jogo do Tigrinho” antes das eleições

Segundo o iGaming Brazil, o governo Lula pretende reforçar a proibição do popular jogo de slot após o recesso do Congresso.

Governo retoma plano para proibir o “Jogo do Tigrinho” antes das eleições

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende retomar, após o recesso do Congresso Nacional, a proposta para proibir de forma mais rígida o chamado “Jogo do Tigrinho”. A informação é do portal iGaming Brazil, especializado em cobertura do mercado de apostas no Brasil.

De acordo com o veículo, a expectativa é que o tema volte à pauta política com força antes do período eleitoral, o que sinaliza a intenção do Executivo de acelerar medidas restritivas contra esse tipo de jogo ainda neste ano.

O que é o “Jogo do Tigrinho”

O “Jogo do Tigrinho” é a forma popular pela qual ficou conhecido um jogo de slot machine digital, semelhante aos chamados “caça-níqueis”, que ganhou grande volume de acessos em plataformas de apostas online no Brasil nos últimos anos. O produto passou a ser alvo de críticas de autoridades e especialistas em razão do apelo entre públicos mais jovens e do potencial de gerar dependência em apostadores.

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Desde a regulamentação do setor de apostas esportivas e jogos online no país, por meio da Lei 14.790, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), ligada ao Ministério da Fazenda, tem ampliado a fiscalização sobre operadores licenciados e sobre a publicidade de produtos como o “Tigrinho”, que já foi alvo de restrições em normativos anteriores.

Contexto regulatório e próximos passos

O iGaming Brazil aponta que a discussão sobre uma proibição mais ampla deve ser retomada assim que os trabalhos legislativos forem reiniciados no Congresso. Ainda não há, segundo a fonte, detalhes definitivos sobre o formato da proposta ou prazos específicos para sua tramitação.

O movimento se insere em um cenário mais amplo de debate sobre a regulação do mercado de apostas no Brasil, que inclui exigência de licenças, uso de domínios “.bet.br” e regras mais rígidas para publicidade e patrocínios de casas de apostas, inclusive no futebol brasileiro.

A reportagem reforça a recomendação para que apostas sejam praticadas apenas por maiores de 18 anos e de forma responsável, evitando-se qualquer associação entre jogos de azar e a possibilidade de ganho financeiro garantido.

Leia também: Governo quer ampliar tributação e controle sobre as bets, diz Durigan

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.