Uma pesquisa do Instituto Datafolha revelou que metade dos apostadores brasileiros faz apostas com baixa frequência, recorrendo às plataformas apenas uma vez por semana ou uma vez a cada 15 dias. O levantamento foi divulgado pelo portal iGaming Brazil, especializado em cobrir o setor de apostas e jogos no país.
Segundo o iGaming Brazil, os dados fazem parte de um estudo mais amplo do Datafolha sobre o comportamento dos brasileiros que utilizam sites e aplicativos de apostas esportivas e de cassino online. A pesquisa chega em um momento de intenso debate público sobre a regulamentação do setor, consolidada pela Lei 14.790, que passou a exigir licenciamento das operadoras junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda.
Frequência baixa contraria narrativa de uso compulsivo
O resultado apontado pelo Datafolha contrasta com parte do discurso público sobre o mercado de apostas no Brasil, que frequentemente associa o setor a um uso compulsivo e diário por parte dos consumidores. Ao mostrar que metade dos apostadores aposta apenas semanalmente ou quinzenalmente, a pesquisa sugere um comportamento mais moderado entre boa parte do público que utiliza essas plataformas.
O tema ganha relevância à medida que o setor de apostas esportivas se consolidou como um dos principais patrocinadores do futebol brasileiro nos últimos anos, com marcas de bets estampadas em uniformes de clubes de diferentes divisões e em painéis publicitários de estádios pelo país.
Debate sobre regulamentação continua no radar
Desde a entrada em vigor das regras do Ministério da Fazenda, as operadoras de apostas precisam operar com domínios .bet.br e licença válida no Brasil, sob pena de sofrerem bloqueios e sanções. A publicação de pesquisas como a do Datafolha ajuda a subsidiar discussões sobre publicidade, fiscalização e eventuais ajustes na legislação que rege o setor.
Levantamentos sobre o comportamento dos apostadores também são usados por entidades e autoridades para avaliar riscos ligados ao jogo excessivo. Especialistas do setor reforçam que apostar deve ser tratado como entretenimento, destinado a maiores de 18 anos, e recomendam atenção a sinais de jogo problemático.
A pesquisa completa do Datafolha, segundo o iGaming Brazil, integra um conjunto de dados que a instituição vem produzindo para mapear o perfil do apostador brasileiro em meio à expansão e à regulamentação do setor no país.



