O Ministério da Fazenda divulgou um novo balanço oficial sobre o mercado de apostas no Brasil, revelando que mais de 15 milhões de pessoas realizaram apostas no país durante o primeiro trimestre de 2026. Os números foram apurados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão responsável pela regulamentação do setor desde a entrada em vigor da Lei 14.790.
De acordo com o relatório, o levantamento faz parte de um esforço contínuo da pasta para mapear o comportamento dos usuários de plataformas de apostas esportivas e cassino online licenciadas no país. O documento integra a série de estudos que a SPA vem publicando desde que o modelo de licenciamento com domínios .bet.br foi implementado.
Fiscalização em foco
A divulgação desses dados reforça a estratégia da Secretaria de Prêmios e Apostas de dar transparência ao setor, que passou a operar sob regras mais rígidas desde a regulamentação. Com o crescimento no número de apostadores identificado no início do ano, a expectativa do governo é intensificar o monitoramento das operadoras autorizadas e coibir o funcionamento de sites sem licença.
O órgão já havia sinalizado, em ocasiões anteriores, a intenção de aprimorar mecanismos de controle e transparência no setor. A criação de grupos de trabalho voltados à fiscalização é uma das medidas que vêm sendo adotadas pela pasta para acompanhar de perto a evolução do mercado regulamentado.
Impacto no futebol brasileiro
O crescimento do número de apostadores tem relação direta com o futebol brasileiro, já que boa parte das casas de apostas licenciadas mantém contratos de patrocínio com clubes, campeonatos e emissoras esportivas. Esse tipo de parceria comercial se tornou uma das principais fontes de receita extra-campo para equipes do Brasileirão nos últimos anos.
O avanço do setor também coloca em evidência a necessidade de campanhas de conscientização sobre jogo responsável. Especialistas e autoridades têm reforçado que apostas esportivas devem ser tratadas como entretenimento, destinadas exclusivamente a maiores de 18 anos, sem qualquer garantia de retorno financeiro.
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