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As frases mais marcantes da Copa do Mundo de 2026, do title de Infantino ao “home office” de Neymar

Espanha é campeã e torneio nos EUA, México e Canadá deixou declarações históricas de Trump, Lula, Mbappé e Cristiano Ronaldo, segundo a Gazeta Esportiva.

As frases mais marcantes da Copa do Mundo de 2026, do title de Infantino ao “home office” de Neymar

Com a Espanha sagrando-se campeã mundial neste domingo, ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na decisão, a Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim depois de quase seis semanas de disputas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Ao longo do torneio, técnicos, jogadores, dirigentes e até chefes de Estado protagonizaram frases que ficaram marcadas, conforme levantamento publicado pela Gazeta Esportiva.

Do presidente da Fifa às polêmicas de arbitragem

Logo no início da competição, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, precisou lidar com um episódio delicado: o árbitro somali Omar Artan teve a entrada negada na fronteira dos Estados Unidos pouco antes da abertura do Mundial. Em 10 de junho, Infantino declarou: “Não controlamos tudo… Sempre tentamos encontrar soluções, mas precisamos respeitar o fato de que não somos os donos do mundo.”

Dias depois, em entrevista à CazéTV, o dirigente comentou a possível expansão da Copa do Mundo para 64 seleções, ironizando a ausência da Itália do torneio pela terceira edição seguida: “Talvez a Itália se classifique com 64 times — ou quem sabe possamos chegar a 208!”

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A arbitragem também rendeu embates. O meio-campista francês Rayan Cherki, após a classificação da França diante do Paraguai, afirmou: “Não tenho nada a dizer sobre a arbitragem… houve 30 ou 40 faltas e nenhum cartão amarelo. Não importa. Estamos nas quartas de final.” Já o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, reagiu com ironia à anulação de um cartão vermelho aplicado ao americano Folarin Balogun: “Eu não sabia que 5 de julho era o Dia da Mentira na Fifa.”

Trump, Lula e a repercussão política do Mundial

O caso Balogun ganhou dimensão internacional quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou ter ligado pessoalmente para Infantino pedindo a revisão da punição. Segundo a Gazeta Esportiva, Trump declarou: “Eu nem sabia o que era um cartão vermelho. Quando descobri, disse a mim mesmo: ‘Não é possível’. O cara (o árbitro) simplesmente levanta a mão e seu melhor jogador não vai jogar na semana seguinte ou na próxima partida.”

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou o torneio ao se referir à convocação de Neymar, que integrou a lista da Seleção mesmo lesionado na panturrilha: “O Neymar é o primeiro convocado home office do mundo”, disse Lula em 19 de junho.

Bielsa, Cristiano Ronaldo e a emoção das eliminações

As despedidas precoces também geraram frases fortes. Marcelo Bielsa, técnico argentino do Uruguai, lamentou a eliminação para a Espanha, já nas oitavas de final, dizendo: “Não deixo nada para o futebol uruguaio.”

Cristiano Ronaldo, véspera do duelo de Portugal pelas oitavas de final, resumiu as críticas recebidas ao longo da carreira: “Tentam me matar há 23 anos. Já devem ter percebido que não vale a pena, que é perda de tempo, mas tentam, tentam, tentam, tentam e tentam.”

O capitão francês Kylian Mbappé também protagonizou um momento de repercussão ao responder a comentários racistas feitos por uma senadora paraguaia: “Senhora Celeste Amarilla, a senhora é uma mulher desprezível, indigna do cargo que ocupa”, declarou em 6 de julho.

Com a conquista espanhola, o Mundial de 2026 chega ao fim deixando um mosaico de declarações que, segundo a Gazeta Esportiva, marcaram o torneio tanto quanto os resultados dentro de campo.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.