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São Paulo expulsa ex-diretor Dedé do quadro associativo por suspeita de corrupção

Conselho Deliberativo tricolor decidiu pela expulsão de Dedé, alvo de investigação por gestão temerária e danos à imagem do clube.

São Paulo expulsa ex-diretor Dedé do quadro associativo por suspeita de corrupção

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, em votação realizada nesta terça-feira, a expulsão de Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, do quadro associativo do clube. A decisão atinge o ex-diretor social, que responde a investigações internas por suspeita de irregularidades na gestão.

Segundo a Gazeta Esportiva, Dedé seria inicialmente julgado por uma acusação de dano à imagem do São Paulo, infração que prevê suspensão de até 90 dias do quadro associativo. Como ele ocupava um cargo na diretoria à época dos fatos apurados, a pena poderia ser ampliada em um terço, chegando a 120 dias de afastamento.

Conselho optou pela punição máxima

Apesar do parecer inicial prever apenas suspensão temporária, o Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu endurecer a punição e votou pela expulsão definitiva do ex-dirigente. De acordo com a reportagem, entre as acusações atribuídas a Dedé estão gestão temerária, prejuízo financeiro ao clube e danos à imagem institucional.

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O caso ganhou força após o São Paulo anunciar, em fevereiro, o rompimento do contrato com a empresa FGOAL, responsável pelo fornecimento de alimentos e bebidas no Morumbis. A decisão veio depois de uma auditoria interna identificar movimentações na plataforma de pagamentos ZIG Pay, utilizada nas dependências do clube.

Empresa nega irregularidades e Dedé rebate acusações

Ainda segundo a Gazeta Esportiva, o São Paulo constatou que a FGOAL movimentou recursos sem autorização formal ou contratual, o que motivou a rescisão do vínculo por justa causa. A empresa foi substituída pela GSH e, em nota, alegou que atuava na sede social com autorização do então diretor, classificando o rompimento como uma decisão de caráter político.

Dedé, por sua vez, nega qualquer irregularidade na condução da parceria. Ele afirma que a diretoria financeira do clube tinha acesso à plataforma utilizada pela empresa e acompanhava os relatórios de movimentação, e que os valores recebidos eram destinados ao pagamento de prestadores de serviço contratados pelo São Paulo.

O episódio expõe mais um capítulo de tensão nos bastidores administrativos do clube do Morumbi, às vésperas de uma sequência de decisões importantes na temporada. A expulsão de Dedé do quadro associativo é considerada a punição mais severa prevista pelo estatuto são-paulino para casos dessa natureza.

Sobre o autor
Carla Menezes

Especialista em transferências e no dia a dia do elenco na Academia.